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O Imitador de Vozes

Título: O Imitador de Vozes

Autor: Thomas Bernhard

Sinopse: Para quem conhece a obra do escritor e dramaturgo austríaco, o procedimento é até certo ponto familiar: em romances como O náufrago e Extinção, a repetição de descrições e opiniões dos personagens, a nomeação exaustiva e obsessiva de fatores históricos e coletivos parecem ser a única forma de dar conta do desconforto no mundo. Mas, se nesses livros o sentido era obtido por meio da ênfase, daquilo que é dito muito mais que mostrado, O imitador de vozes se guia por um acúmulo mais horizontal e variado de situações, uma sucessão desconcertante de incêndios, enforcamentos, desastres naturais, excursões turísticas mal-sucedidas, brigas por heranças e toda sorte de fatos patéticos contados por narradores que misturam espanto e ironia nas frestas de um registro falsamente neutro. Ao final, o conjunto acaba apontando para os tradicionais alvos de Bernhard: a sociedade regida pelas aparências, sob as quais se esconde a memória de um tempo caracterizado por catástrofes políticas e sociais, na qual pouco resta ao homem além da consciência e da revolta contra sua própria condição limitada, mesquinha, muitas vezes ridícula.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “O Imitador de Vozes”, de Thomas Bernhard, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2009 e com 160 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 160

Ano: 2009

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8535915044

ISBN13: 9788535915044

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,239
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,20

Sobre o autor

A leitura dos livros de Thomas Bernhard é um mergulho em um fluxo contínuo de consciência, onde o ritmo se impõe por meio de longos parágrafos que se estendem sem pausa, criando uma sensação quase claustrofóbica. O tom é ao mesmo tempo cínico e hilário, permeado por um humor ácido que contrapõe a dureza das reflexões existenciais e críticas sociais. Os personagens, muitas vezes intelectuais atormentados, se debatem em diálogos ou monólogos que revelam rancores profundos, desesperança e uma visão crítica da cultura e da sociedade. A prosa é densa, com uma cadência que exige atenção e entrega do leitor, que se vê confrontado com questões sobre a infelicidade, a genialidade e a frustração humana. Em meio a essa tensão, há momentos de ironia mordaz que aliviam a carga dramática, tornando a experiência singular e provocativa.

Ver mais sobre o autor

Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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