
Título: O Inominável
Autor: Samuel Beckett
Sinopse: Esta obra escrita em 1949, é o último romance da 'trilogia do pós-guerra' beckettiana, formada ainda por Molloy (1947) e Malone (1948). Ser do pós-guerra e ser beckettiana determinam as características particulares da trilogia, e em especial de 'O inominável.' A obra de Beckett nasce em pleno 'pesadelo da história' que refere Joyce (de quem Beckett foi secretário particular). Neste caso, um denso pesadelo de meio século, começando pela noite escura da I Guerra, passando pela Grande Depressão e o nazifascismo, para atingir seu auge na noite ainda mais negra da II Guerra (da qual Beckett participou junto à Resistência Francesa). É a impossibilidade, ou seja, a falência da linguagem em dar conta de uma realidade inominável, que está na origem dos silêncios significantes de Beckett em seu teatro. Em seus romances, porém, Beckett adotaria uma estratégia linguística oposta. Falaria - ainda que sobre a impossibilidade de dizer. Se o vazio do mundo não permite dizê-lo, o vazio de si não permite calar-se. No caminho contrário do silêncio significativo de seu teatro, trata-se, nos romances de Beckett, de um ruído (quase) significante. A verdadeira 'ação', em todo caso, está aqui na própria linguagem - ainda que se trate de fazê-la comunicar a incomunicabilidade moderna.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Inominável”, de Samuel Beckett, publicado pela editora Nova Fronteira, em 1989 e com 137 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 137
Ano: 1989
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN: 8520901409
ISBN13:
Sobre a editora
A leitura dos livros da editora Nova Fronteira revela um equilíbrio entre obras literárias densas e textos acessíveis, com atenção especial à qualidade da tradução e ao cuidado editorial. O ritmo das narrativas varia bastante, desde a fluidez envolvente de romances clássicos até o humor sutil e a leveza da poesia e das crônicas. O catálogo sugere uma preferência por histórias que exploram conflitos internos, dilemas pessoais e contextos históricos, muitas vezes com um tom reflexivo ou crítico, mas que também pode se abrir para o lúdico e o fantástico. A diversidade de formatos inclui desde ensaios e análises literárias até graphic novels e livros infantis ilustrados, o que amplia o alcance para diferentes públicos e estilos de leitura.
