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O interesse pelas coisas

Título: O interesse pelas coisas

Autor: Eduardo Villela

Sinopse: O Interesse pelas Coisas traz em si o inusitado, seja na forma de contar uma história, seja em elementos que a compõem. As narrativas presentes neste livro vão sendo desenhadas por uma mão que fala, distorce e modela como uma panela de barro, de maneira quase surreal, os objetos e as histórias que observamos. Nesse contexto, a relação de um jovem com a empresa em que trabalha, ou o confronto entre uma rotina de notícias violentas e um passeio de infância soam quase tal qual um aparente descompasso. Seria esse um descompasso do real? As coisas por si só não dizem tudo. No conto que dá nome ao livro, o narrador diz que “As palavras tentam ser como a corda de um vaqueiro”. Elas buscam capturar sempre aquilo que é fluido, algo que não se firma, que é fugaz o bastante para não ser possível manejar com força ou racionalidade. Eduardo Villela traz em sua escrita a potência da estranheza e da beleza das coisas, que por vários motivos se ofuscam na rotina. Não é necessário razão absoluta para se chegar a um fim, mas é preciso sentir tudo aquilo que não é dito. O estranho, o incapturável, que poderiam passar desapercebidos, aqui saltam aos olhos do leitor.

Contexto da obra

Em coleções literárias, um livro como este costuma ganhar também um sentido editorial mais amplo. “O interesse pelas coisas”, de Eduardo Villela, publicado pela editora Moinhos, em 2000 e com 112 páginas, integra a categoria Livros de Coleções Literárias. Por isso, o leitor pode ganhar outra perspectiva quando observa não só o texto, mas também a coleção que o abriga.

Editora: Moinhos

Páginas: 112

Ano: 2000

Edição: 1

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8592579090

ISBN13: 9788592579098

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,173
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 0,90

Sobre a editora

A leitura dos livros da editora Moinhos revela um interesse constante pela complexidade das experiências humanas, muitas vezes exploradas em narrativas densas e intensas, que transitam entre a poesia, o romance e o ensaio. O catálogo privilegia obras que expõem conflitos íntimos e sociais, como a violência estrutural, as tensões de gênero e as contradições da memória, em contextos urbanos ou periféricos marcados por desigualdades. A linguagem costuma ser cuidadosa e reflexiva, ora lírica, ora incisiva, com ritmo que oscila entre o fragmentado e o fluido, convidando o leitor a mergulhar em atmosferas que vão do cotidiano à dimensão simbólica. Moinhos publica textos que se debruçam sobre a condição feminina, a marginalidade, o corpo e a linguagem, além de estudos literários que propõem leituras críticas e analíticas profundas.

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