
Título: O Língua
Autor: Eromar Bomfim
Sinopse: Os personagens de O Língua são ancestrais indígenas que habitavam os sertões centrais da Bahia, e se refugiaram nos gerais do Rio Preto, que tem suas nascentes no extremo Oeste do Estado. Vivem ali, à beira dos brejos, desde que lhes fizeram guerra os portugueses pela posse das terras para suas fazendas de gado e exploração de minérios. Eles se encontram em reuniões rituais e narram a história de suas vidas, que no passado se entrelaçaram. Narradas em primeira pessoa, o ponto de convergência dessas histórias individuais é a história de Leonel, mameluco, primeiro brasileiro, como ensina Darcy Ribeiro. Ele nasceu de uma união violenta de Antônio Pereira, fazendeiro e padre, destruidor de povos indígenas, com a menina Ialna, por ocasião de um assalto a uma aldeia anaió. Após viver com o filho durante a infância dele, Ialna perde-o para os padres jesuítas, que o mandam mais tarde para a frente de batalhas, para lutar contra seu próprio povo, ensejando uma das maiores tragédias do povo indígena e, afinal, do próprio povo brasileiro, já que a traição de Leonel parece ter cavado uma divisão até hoje insuperável na sociedade brasileira.
Contexto da obra
Na crítica literária, livros como este costumam ampliar a leitura de autores, obras e tradições. “O Língua”, de Eromar Bomfim, publicado pela editora Ateliê Editorial, em 2018 e com 192 páginas, integra a categoria Livros de Crítica Literária. Na prática, isso ajuda a situar o livro como apoio valioso para quem quer ler obras e autores com mais contexto.
Editora: Ateliê Editorial
Páginas: 192
Ano: 2018
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8574808180
ISBN13: 9788574808185
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,246
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 14,00
- Espessura (cm): 1,10
Sobre a editora
Os livros da editora ATELIE EDITORIAL propõem uma experiência de leitura que combina rigor acadêmico e sensibilidade literária, frequentemente explorando a interseção entre história, literatura e crítica cultural. O catálogo revela uma predileção por obras que dialogam com o passado, seja por meio de traduções cuidadosas de clássicos, como romances experimentais e poéticos, seja por narrativas que investigam contextos históricos e sociais brasileiros e internacionais. O tom varia entre o ensaístico e o narrativo, com textos que transitam entre o denso e o acessível, convidando leitores interessados em reflexões profundas sobre cultura, política e arte. Há também espaço para crônicas e relatos que equilibram humor e lirismo, ampliando o alcance da editora para públicos que apreciam tanto o estudo quanto a literatura contemporânea.
