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O Macaco Que Se Fez Homem

Título: O Macaco Que Se Fez Homem

Autor: Monteiro Lobato

Sinopse: O macaco que se fez homem teve uma única edição no final de 1923. Relançado pela Editora Globo, este livro de Monteiro Lobato oferece aos leitores dez contos que revelam as qualidades de observação afiada e humorismo típicos do autor. Segundo os jornais da época, nestes textos os costumes brasileiros são fotografados com uma agudeza que expõe, sem indulgência, os defeitos e os aspectos anedóticos dos seus personagens. As virtudes de Lobato de estudioso implacável dos hábitos da nossa sociedade apuram-se e ampliam-se nos contos de O macaco que se fez homem. “Raros entre nós são os que conseguiram afirmar a sua personalidade na prosa com tamanha galhardia e com tão acentuados traços característicos”, registrou a imprensa na ocasião. Com sua linguagem leve e ao mesmo tempo cativante, o escritor conseguiu, ainda de acordo com os críticos do período, a espantosa proeza de ser apreciado por todos os brasileiros, incluindo, nos serões domésticos, até a parcela da população que não sabia ler.Monteiro Lobato abre este volume de contos com uma parábola inspirada nas teorias de Darwin seguida de histórias nas quais desfilam figuras tragicômicas, que surpreendem e emocionam. Mas ele evita reflexões graves e sisudas, optando por exibir os personagens em toda a sua dimensão humana. Uniforme na sua aparente desigualdade, a produção lobatiana mostra um determinado momento brasileiro de maneira original, focalizando uma galeria de almas que dão vida ao cenário em que se agitam. Com um estilo próprio, direto e afiado, Lobato lança mão da sátira e da caricatura sem a grandiloquência tão comum no microcosmo literário da época: “Exceção feita a Alencar, Raul Pompeia, Gonzaga Duque e Euclides da Cunha, verdadeira tetrarquia gigantesca num pandemônio de inteligências nanicas, nenhum outro se exprimiu com tanta harmonia vocabular, com tanta clareza e simplicidade”, escreveu o jornalista e poeta Carlos Maul. Se Urupês deu notoriedade ao escritor, O macaco que se fez homem pode ser considerado uma obra-prima.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “O Macaco Que Se Fez Homem”, de Monteiro Lobato, publicado pela editora Biblioteca Azul, em 2008 e com 130 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Biblioteca Azul

Páginas: 130

Ano: 2008

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8525046531

ISBN13: 9788525046536

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,402
  • Altura (cm): 23,00
  • Largura (cm): 16,00
  • Espessura (cm): 0,70

Sobre o autor

A leitura dos livros de Monteiro Lobato mergulha o leitor num universo onde fantasia e aprendizado caminham lado a lado, com ritmo ágil e tom muitas vezes divertido e irreverente. A narrativa alterna entre a vivacidade das personagens infantis — como a boneca Emília, que se destaca pela fala atrevida e cheia de histórias — e a voz sábia e acolhedora da avó Dona Benta, que conduz com paciência contos, lições e reflexões. O cenário do Sítio do Picapau Amarelo é palco para aventuras que misturam folclore, ciência, história e literatura, criando uma experiência que desafia a imaginação enquanto estimula a curiosidade. Há momentos de tensão e humor, mas também de reflexão, especialmente quando temas como ética, ciência e história são abordados de forma acessível. Essa combinação torna os livros de Monteiro Lobato uma leitura que dialoga tanto com crianças quanto com adultos que não perderam o contato com sua criança interior.

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Sobre a editora

Os livros da editora Biblioteca Azul convidam o leitor a mergulhar em narrativas que transitam entre a literatura clássica e contemporânea, com forte presença de temas sociais, políticos e psicológicos. A experiência de leitura é marcada por textos densos e reflexivos, que exploram desde as complexidades das relações humanas e dilemas morais até críticas a regimes autoritários e análises históricas. O catálogo apresenta obras que privilegiam o diálogo entre passado e presente, como distopias que continuam atuais, romances psicológicos e ensaios filosóficos, sempre com uma linguagem que equilibra rigor e sensibilidade. Há títulos que se destacam pelo ritmo mais introspectivo e outros que adotam um tom mais direto e crítico, atendendo a leitores interessados tanto em ficção literária quanto em obras de não ficção que dialogam com questões contemporâneas.

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