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O mau selvagem

Título: O mau selvagem

Autor: Álvaro Filho

Sinopse: A partir da teoria de Jean-Jacques Rousseau sobre o mito do bom selvagem, esta é a história de um imigrante brasileiro aspirante a escritor que trabalha numa livraria em Lisboa, onde passa a ouvir os relatos sobre os feitos de um antigo funcionário, conhecido apenas por Mau Selvagem. Uma misteriosa personalidade que se recusou a cumprir o cordial papel destinado ao imigrante de “bom selvagem”, sempre grato pelo “privilégio” em usufruir da companhia do antigo colonizador, e se transformou no Mau Selvagem redentor das humilhações sofridas pelos brasileiros da livraria, antes de desaparecer sem deixar vestígios. Obcecado em saber mais sobre o destino do personagem ideal para o romance que pretende escrever, o livreiro parte numa investigação do paradeiro do antigo funcionário, nos moldes dos livros policiais da seção onde trabalha, na jornada de um exilado de um Brasil constantemente assediado pela escuridão e o atraso, um estrangeiro num país nem sempre receptivo a pensamentos e sotaques diferentes, forçado a refletir sobre as tensões cada vez mais crescente entre os imigrantes e os locais. Um bom selvagem que, página a página, começa a se questionar se o Mau Selvagem não tinha lá as suas razões.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O mau selvagem”, de Álvaro Filho, publicado pela editora Urutau, em 2024 e com 178 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Urutau

Páginas: 178

Ano: 2024

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13: 9786559007431

    Sobre a editora

    A experiência de leitura dos livros da editora Urutau revela um mergulho em textos densos, que transitam entre a poesia e a prosa, com forte presença de temas como a condição humana, relações afetivas complexas e a busca por sentidos em ambientes cotidianos ou simbólicos. O catálogo privilegia narrativas que exploram tensões internas, seja na intimidade da vida familiar, na investigação de mistérios urbanos ou na reflexão sobre identidades e memórias. A linguagem costuma ser elaborada, ora poética e simbólica, ora marcada por uma crueza direta, convidando o leitor a uma leitura atenta e contemplativa. Há obras que dialogam com o corpo, o desejo e a palavra, enquanto outras se apoiam em personagens femininas que desafiam estereótipos e enfrentam conflitos profundos.

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