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O Nariz Curvo: Contos

Título: O Nariz Curvo: Contos

Autor: Haroldo Maranhão

Sinopse: Como exemplificada nesta coletânea de oito contos, datados das três últimas décadas, a escrita literária de Haroldo Maranhão é uma escrita eficaz: sem ofuscar o discernimento do leitor, apodera-se dele, conduzindo-o do real para o imaginário e do imaginário para o real. A celeridade marca essa dupla passagem de personagens atônitos, mas frementes, senão frenéticos (vejam-se os dois pequenos, Ruiz e Tomás, de O Nariz Curvo), que também se movimentam do passado ao presente e vice-versa. Sem divisórias terminais, a narrativa aqui se desenvolve muitas vezes como uma alucinação (O Negro e as Cercanias do Negro) ou como um estouro de ódio (Danças Húngaras de Brahms). Mas quando o ímpeto frenético da escrita se amaina, o conto se faz como aparente junção casual de frases heterogêneas: colagem de expressões usuais, coloquiais (Colagem), que é afinal uma construção lúdica. Mas o frenesi logo se reacende na combustão de diversas linguagens em festival, da mais elevada à mais baixa, do castiço ao calão, ou no calão mais castiço, esses extremos tratados grandiloquentemente em Os Esperados Papéis, para onde transborda a experiência do romancista: de seu O Tetraneto del-Rei, paródia da linguagem quinhentista, somada à eloquência iluminista de Cabelos no Coração, essa esplêndida biografia não de todo inventada do paraense "temulento" e libertário Felipe Patroni. No entanto, este volume não é apenas um dos melhores mostruários da libérrima prosa de Haroldo Maranhão, o seu "museu de tudo". Quem já inventou a própria morte (A Morte de Haroldo Maranhão) e a de Machado de Assis em Memorial do Fim, dá-nos agora, nesse seu octeto narrativo, no mínimo uma obra-prima: Nas Últimas, lento relato do demorado trespasse de um velho, Jasão Canabrava, falso argonauta afogado, na travessia, em seu próprio corpo. Ao mesmo tempo trágico e grotesco, esse conto desperta a comiseração, a repulsa e o terror de quem lê. Belém, setembro de 2001. Benedito Nunes

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Nariz Curvo: Contos”, de Haroldo Maranhão, publicado pela editora Secult, em 2001 e com 82 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Secult

Páginas: 82

Ano: 2001

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Haroldo Maranhão revela uma prosa que oscila entre o frenético e o contemplativo, conduzindo o leitor por uma jornada onde o real e o imaginário se entrelaçam sem divisórias claras. A narrativa pode ser rápida e intensa, com personagens que transitam entre tempos e estados emocionais, ou assumir um tom mais lúdico e fragmentado, quase como colagens de linguagem cotidiana e coloquial. Em alguns momentos, a escrita se apresenta como um redemoinho de enigmas e dúvidas que convidam a múltiplas releituras, enquanto em outros, o humor e a corrosividade aparecem com elegância e precisão. Essa diversidade cria uma experiência de leitura que exige atenção e entrega, mas que recompensa com uma sensação de descoberta constante. O catálogo oferece uma variedade que reflete essas nuances, tornando a busca pelos livros de Haroldo Maranhão um convite a explorar diferentes facetas da linguagem e da imaginação.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Secult costumam trazer um olhar atento à memória, à história e à cultura regional, especialmente do Pará e da Amazônia. A leitura desses títulos evoca imagens vívidas de épocas passadas, como o cotidiano comercial do início do século XX ou a efervescência cultural do modernismo paraense. O tom das obras varia entre o documental e o poético, alternando entre narrativas densas e textos mais breves e reflexivos, que desafiam o leitor a pensar sobre identidade e expressão. O catálogo revela um compromisso com a preservação e o resgate de registros históricos, artísticos e culturais, muitas vezes apresentados em formatos ricos em imagens, documentos e ilustrações. Essa diversidade editorial sugere que a Secult valoriza tanto o rigor da pesquisa quanto a força da linguagem sensível.

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