Skip to content Skip to footer
O Naturalismo

Título: O Naturalismo

Autor: J. Guinsburg

Sinopse: O século XIX, com as profundas transformações materiais, sociais e políticas ocorridas em seu transcurso, foi o grande cadinho no qual, em todos os campos do conhecimento, das artes e das técnicas, as ideias entraram em efervescência e, num choque dos mais fecundos, abriram caminho para os modos de ser e de fazer no que veio a se tornar a modernidade. Nesse contexto, duas vertentes adquiriram particular significado no processo cultural do Ocidente: o romantismo e o naturalismo. Alimentadas, uma pela liberação das peias classicistas da tradição e do racionalismo ilustrado, que deu asas aos voos do seu imaginário mitopoético na conceituação e representação das individualidades coletivas etnias, culturas, gênios nacionais etc. e às elaborações psicocaracteriológicas de suas qualificações potencializadas e heroificadas da personalidade individual; e a outra, com base na crença da infinitude do progresso humano, pelo extraordinário desenvolvimento econômico, industrial e científico a consubstanciar-se nas propostas das várias versões do positivismo e do pragmatismo, geradas no seio da corrente realista que sempre permeou a criação artística e literária, com variações que vão de um objetivismo radical à tentativa de objetivar a subjetividade. Assim, era natural que o naturalismo fosse colher na biologia, na medicina, na psicologia, na sociologia e nas outras ciências alguns de seus conceitos fundamentais que, grosso modo, enquadraram, sem que se possa falar em determinação, suas produções. Todavia, levando a extremos seus ideologemas demarcadores, ele se expôs à dura crítica de seus opositores que, em média, acusaram-no de desconsiderar os mais altos e nobres valores estéticos e morais da sociedade. Não obstante, seu impiedoso bisturi crítico e suas escandalosas criações, na mimese de arte, exerceram enorme influência não apenas na França de origem, já que, transpondo fronteiras e oceanos, a visão de mundo e o modus faciendi naturalistas espalharam-se pela Europa e pelos quatro cantos do globo. Um dos principais motores/mentores dessa expansão foi, sem dúvida, Émile Zola, o escritor que com mais rigor e militância incorporou e expressou esse ideário em sua vasta obra romanesca, ensaística e dramatúrgica, cujo impacto falou pela pena e pela escritura de inúmeros autores em diferentes culturas, línguas e países. Daí a concepção que presidiu este volume da coleção Stylus.Coordenado por João Roberto Faria e por mim, ele se propõe a rastrear as linhas dessa irradiação e sua repercussão no Brasil, numa síntese que reúne especialistas das várias áreas do pensamento e das artes, compondo um panorama não só da época e de seus embates como do sentido desses movimentos, a seu modo inquestionavelmente estéticos, que se propunham a captar o espírito e as realidades da condição humana. [J.Guinsburg]

Contexto da obra

Na área de Artes, livros como este costumam interessar pelo repertório visual e pela reflexão estética. “O Naturalismo”, de J. Guinsburg, publicado pela editora Perspectiva, em 2017 e com 680 páginas, integra a categoria Livros de Artes. Esse contexto costuma ser útil para perceber como o livro pode ampliar olhar e sensibilidade.

Editora: Perspectiva

Páginas: 680

Ano: 2017

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8527310813

ISBN13: 9788527310819

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,967
  • Altura (cm): 20,50
  • Largura (cm): 18,50
  • Espessura (cm): 3,30

Sobre o autor

A leitura dos livros de J. Guinsburg conduz a um mergulho atento e detalhado em temas ligados à cultura, filosofia e artes, com uma prosa que equilibra rigor intelectual e clareza acessível. Sua escrita revela uma tensão entre o erudito e o didático, convidando o leitor a acompanhar reflexões que vão desde a análise histórica até a crítica estética, sempre com uma abordagem que valoriza o diálogo entre passado e presente. O ritmo varia entre momentos mais densos, em que o foco recai sobre conceitos complexos, e passagens mais fluidas, que permitem contemplar imagens e ideias com leveza. A experiência é marcada por um olhar que não se limita à superfície, mas que busca desvelar camadas culturais e filosóficas, estimulando o leitor a questionar as relações entre linguagem, identidade e pensamento.

Ver mais sobre o autor

Sobre a editora

Os livros da editora Perspectiva costumam oferecer uma experiência de leitura que combina rigor acadêmico e profundidade reflexiva, com foco em temas como filosofia, história, artes e ciências sociais. O catálogo privilegia obras que exploram a cultura, a política e a religião sob perspectivas históricas e críticas, muitas vezes atravessadas por análises detalhadas e linguagem densa, mas acessível. Há um equilíbrio entre textos ensaísticos, estudos históricos e biográficos, e abordagens fenomenológicas ou semióticas, que convidam o leitor a um envolvimento intelectual prolongado. O tom, em geral, é sério e contemplativo, com ritmo que privilegia a reflexão mais do que a narrativa rápida.

Ver mais sobre a editora

Leave a comment

E-mail
Password
Confirm Password
0
    0
    Seu Carrinho
    Carrinho VazioContinue Comprando
    0,0
    (0 avaliações)
    Clique no livrinho correspondente para avaliar.