
Título: O Ópio dos Intelectuais
Autor: Raymond Aron
Sinopse: Se, para Marx, a religião era o ópio do povo, para Raymon Aron o marxismo era o ópio dos intelectuais. Ao longo de todo o século XX, algo como uma fé cega na doutrina marxista fez a classe intelectual de todo o mundo, não só a francesa ou a europeia, ser ao mesmo tempo impiedosa com as falhas das democracias liberais e indulgente com os maiores crimes e atrocidades, desde que estes tenham sido cometidos em nome da doutrina certa. Para analisar esse fenômeno e entender as suas origens, Raymond Aron precisou prestar mais atenção a essa estranha categoria social até então não muito esmiuçada pelos sociólogos — a intelligentsia. Por que o marxismo sempre volta à moda mesmo em locais cujo desenvolvimento econômico desmentiu todas as previsões marxistas? Por que as ideologias do proletariado e do partido são tão mais bem-sucedidas quanto menor seja a classe trabalhadora? Quais circunstâncias comandam, nos diferentes países, a maneira de falar, de pensar e de agir dos intelectuais? As respostas de Aron para esses e outros questionamentos vitais permanecem extremamente pertinentes nos tempos de hoje, igualmente marcados pela dependência ideológica.
Contexto da obra
Nas Ciências Políticas, livros como este costumam dialogar com instituições, ideias e vida pública. “O Ópio dos Intelectuais”, de Raymond Aron, publicado pela editora Vide Editorial, em 2024 e com 324 páginas, integra a categoria Livros de Ciências Políticas. Esse enquadramento ajuda o leitor a perceber melhor a natureza analítica da obra e seu lugar no debate político.
Editora: Vide Editorial
Páginas: 324
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8595072345
ISBN13: 9788595072343
Sobre a editora
Os livros da editora VIDE EDITORIAL convidam o leitor a um mergulho denso em temas que transitam entre filosofia, história e política, com uma abordagem que privilegia análises críticas e detalhadas. A experiência de leitura tende a ser marcada por textos que exploram conflitos ideológicos, debates intelectuais e revisões históricas, muitas vezes com tom argumentativo e ritmo reflexivo. O catálogo sugere uma predileção por obras que discutem o poder, a ideologia e as narrativas culturais, apresentando tanto exposições rigorosas quanto ensaios que desafiam visões consolidadas. Há livros que propõem uma leitura estratégica e profunda, enquanto outros adotam um formato mais ensaístico e discursivo, contemplando desde a filosofia clássica até temas contemporâneos de geopolítica e cultura.
