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O Outono em Pequim

Título: O Outono em Pequim

Autor: Boris Vian

Sinopse: Ao contrário do que o título possa indicar, esta história não se passa no Outono nem em Pequim, mas no imaginário deserto da Exopotâmia, onde um estranho Sol emite raios negros e um grupo de pessoas bastante original tenta construir uma estação de comboios com vias-férreas que levam a lado nenhum. Num cenário onde reinam o ilógico, o absurdo e o improvável, Vian, misturando um fantástico humor com uma desigual quantidade de náusea, introduz várias personagens excêntricas, tais como os melhores amigos Ana e Ângelo, ambos engenheiros, e Rochela, que se apaixona pelo primeiro, e se torna sua amante, enquanto Ângelo está loucamente apaixonado por ela. Além deste trio, deparamos ainda com o doutor Manjamanga, o arqueólogo Atanágoras Porfirogénito e Pipa, o dono do hotel, entre outros - todos eles num lugar que se assemelha a Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, onde existe um matiz negro e tudo é possível, excepto a felicidade.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Outono em Pequim”, de Boris Vian, publicado pela editora Dom Quixote, em 2010 e com 288 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Dom Quixote

Páginas: 288

Ano: 2010

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 9722039814

ISBN13: 9789722039819

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Boris Vian é um mergulho em universos onde o absurdo e o poético se entrelaçam com uma sensibilidade aguda para o drama humano. A prosa alterna entre momentos de leveza quase ingênua e passagens carregadas de melancolia, criando um contraste que mantém o leitor em constante tensão emocional. O ritmo pode variar, ora acelerado e cheio de reviravoltas, ora contemplativo e introspectivo, mas sempre permeado por uma imaginação fértil que desafia a lógica convencional. A construção dos personagens revela pessoas complexas, muitas vezes imersas em dilemas existenciais e afetivos, cujas relações são ao mesmo tempo delicadas e intensas. Além disso, há uma presença marcante do jazz e da cultura dos anos 1950, que colore o ambiente e o tom das histórias. Esse conjunto singular faz dos livros de Boris Vian uma experiência literária que provoca reflexão sobre o amor, a vida e a loucura, com humor, ironia e uma pitada de surrealismo.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Dom Quixote costumam oferecer uma experiência de leitura que mescla densidade histórica e humana, frequentemente explorando os efeitos do passado sobre a vida individual e coletiva. O catálogo apresenta narrativas que transitam entre o íntimo e o político, com personagens que enfrentam dilemas morais, memórias dolorosas e transformações sociais, seja em contextos de guerra, regimes autoritários ou mudanças culturais profundas. O tom varia do contemplativo ao tenso, com histórias que vão do romance histórico ao thriller, passando por relatos de sobrevivência e ficção especulativa. A linguagem tende a ser elaborada, convidando o leitor a uma reflexão cuidadosa, e o ritmo pode oscilar entre o meditativo e o urgente, conforme o tema.

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