
Título: O Pai, a Mãe e a Filha
Autor: Ana Luísa Escorel
Sinopse: "O Pai, a mãe e filha" traz as lembranças de uma menina entre os quatro e oito anos de idade, em São Paulo, no fim dos anos 40 e início dos anos de 50. Ilustrado com desenhos feitos pela própria autora no período coberto pelas lembranças, o texto encadeia narrativas contadas ora pela menina, ora pela adulta em que se tornou. "Na vida adulta, uma mulher decide escrever a história de parte de sua infância. Uma narrativa que se passa entre as décadas de 1940 e 1950 e que fala de brincadeiras na calçada e dias passados na casa dos avós. Mas a história contada por Ana Luisa Escorel, 65 anos, em O Pai, a Mãe e a Filha, mais do que um diário de infância, é um relato histórico. Filha de Antonio Candido, 92 anos, e de Gilda de Mello e Souza (1919 – 2005), nas páginas do livro ela conta, por exemplo, que o pai datilografou sua principal obra, Formação da Literatura Brasileira, na mesma máquina de escrever em que Sérgio Buarque de Holanda redigiu o clássico Raízes do Brasil. Nos diz também que um dos criadores da Semana de Arte Moderna de 1922, Oswald de Andrade, era chamado na casa de Ana Luisa de Oswaldo, “com o no fim”. Em outra passagem, a autora fala sobre os hábitos dos pais quando estavam em casa: Gilda gostava de dormir e acordar tarde – “sempre funcionou assim, (Gilda) leu, produziu seus textos e esteve com os amigos noite adentro”. Era à noite também que a mãe passava “boas horas do período noturno numa prosa sem fim com o marido, retomada de algum ponto e a qualquer pretexto”. São histórias como essas que compõem o relato histórico do panorama cultural do país – e, principalmente, de São Paulo e das personalidades da Semana de Arte Moderna (1922) – além de Oswald de Andrade, Mario de Andrade, primo de Gilda, também aparece nas lembranças da menina. A ideia para O Pai, a Mãe e a Filha surgiu em encontros na internet entre Ana Luisa, as duas irmãs, Laura e Marina, e os quatro primos-irmãos do lado paterno, quando escreviam sobre as temporadas na casa de férias da família, em Poços de Caldas (MG). Foram dessas memórias recuperadas que nasceu o livro. Designer no Rio e com uma experiência como docente em Barcelona, Ana Luisa fundou, em 2004, a editora Ouro Sobre Azul, que agora completa a republicação da obra de Antonio Candido com Os Parceiros do Rio Bonito. É autora de Brochura Brasileira: Objeto Sem Projeto (Editora José Olympio) e O Efeito Multiplicador do Design (Editora Senac São Paulo)." (Fonte: ZH 31 de julho de 2010 N° 16413)
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Pai, a Mãe e a Filha”, de Ana Luísa Escorel, publicado pela editora OURO SOBRE AZUL, em 2010 e com 288 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: OURO SOBRE AZUL
Páginas: 288
Ano: 2010
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8588777363
ISBN13: 9788588777361
Sobre a editora
Os livros da editora Ouro Sobre Azul costumam oferecer uma leitura que combina rigor histórico e reflexão literária, com foco em obras que discutem a formação cultural e social do Brasil. O catálogo privilegia textos densos, muitas vezes ensaios, que exploram desde a literatura colonial até o Modernismo, passando por análises de autores clássicos e temas como nacionalismo, sociabilidade literária e memória cultural. A linguagem tende a ser clara, porém elaborada, e o ritmo varia entre análises detalhadas e relatos pessoais, como cartas e crônicas, que trazem um tom mais íntimo e direto. Há uma presença marcante de estudos que dialogam com a história social e política, mas também com a dimensão estética da literatura, o que cria um equilíbrio entre o informativo e o interpretativo.
