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O Planeta Neutral: Argonauta - 186

Título: O Planeta Neutral: Argonauta - 186

Autor: Poul Anderson

Sinopse: Mayday Orbit (1959, 1961) a.k.a. "A Message in Secret"* / Flandry Series - The Saga of Dominic Flandry, agent of the Terran Empire. Capa: Lima de Freitas '-' ==== (*) Flandry of Terra (1965), collects: "The Game of Glory" (1958) "A Message in Secret" (also known as Mayday Orbit) (1959) "The Plague of Masters" (also known as "A Plague of Masters" and Earthman, Go Home!) (1960). ==== [Excerto] "(...) Vista durante a aproximação, contra o negrume de cristal e as estrelas amontoadas em constelações estranhas, Altai era bela. Uma boa metade de ambos os hemisférios, estava coberta de gelos. Os campos de neve mostravam-se rosados, à luz do sol, enquanto o gelo parecia furta-cores, ora azul, ora verde. A cintura tropical de estepe e tundra, tinha tons que iam do bronce ao ouro velho, salpicados por rios de prata. A três raios planetários, no espaço, havia um anel duplo, de arco-íris subtil que rodeava o equador. E mais atrás, duas luas estavam suspensas como moedas de cobre, entre as estrelas. O Comandante Sir Dominic Flandry, agente de campanha do Corpo de Informações Navais do Império Terrestre, afastou com relutância os seus olhos daquela cena para observar de novo a ponte da nave. - Já vi de onde veio o nome - notou ele. Na linguagem dos primeiros colonizadores humanos daquele planeta, que ele aprendera electrónicamente por intermédio de um mercador de Betelgeuse, Altai significava Dourado.- Mas Krasma é um nome que se adequa ao seu sol. Não é vermelho, pelo menos aos olhos humanos. Nem sequer tão vermelho quanto o vosso sol. Parece-me mais amarelo-alaranjado. O rosto de Zalat, que comandava a velha nave mercante, contorceu-se numa careta que na sua raça equivalia a um encolher de ombros. Era moderadamente humanóide, ainda que tivesse metade da altura de um homem, forte, sem um pêlo no corpo, coberto por uma túnica de rede metálica. -- Zuponho que é uma queztão de contrazte, como diz. -- Zalat falava com um sotaque desnecessáriamente forte, como se quisesse mostrar que a independência do Sistema de Betelgeuse - Estado-tampão entre os Impérios hostis da Terra e de Merseia - não o obrigava a contribuir para a cultura interstelar. Flandry teria preferido praticar o seu altaiano, tanto mais que o vocabulário de Zalat era tão pequeno que ele tinha de limitar a conversação às coisas simples. Mas conteve-se. Como único passageiro de outra raça, com necessidades dietéticas especiais, dependia da boa vontade do capitão. Além de que pretendia que as criaturas de Betelgeuse o tomassem tal como era. Oficialmente, a sua missão era apenas a de restabelecer os contactos entre Altai e o resto da humanidade. A missão era tão pouco importante que a Terra nem sequer lhe dera uma das suas naves, encarregando-se de conseguir passagem da melhor maneira que pudesse. Portanto, ele tinha que suportar a tagarelice de Zalat. - No fim de tudo - prosseguiu o capitão -, Altai foi colonizado pela primeira vez há maiz de zetecentoz anoz terreztrez; no inízio daz viagenz pelo ezpazo, pelo que vocêz dizem. Então, Krama deve ter parezido terrivelmente frio e vermelho, depoiz do Zol. Flandry voltou a olhar para as estrelas: eram mais do que ele podia contar, masi do que ele podia imaginar. Uns bons quatro milhões, incluídos naquela vaga esfera que era o Império Terrestre, constituíam uma porção insignificante de um braço espiral daquela galáxia vulgar. Mesmo que se adicionassem os impérios não-humanos, os sóis soberanos como a Betelgeuse, e os relatos dos poucos exploradores que tinnam ido até muito longe nos tempos, a parte do universo que o homem conhecia era terrivelmente pequena. E sempre seria. -- Quantas vezes vem aqui? - perguntou ele, principalmente para afastar o silêncio"."

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Planeta Neutral: Argonauta – 186”, de Poul Anderson, publicado pela editora [Lisboa] Editorial Livros do Brasil, em 1972 e com 168 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: [Lisboa] Editorial Livros do Brasil

Páginas: 168

Ano: 1972

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Poul Anderson traz uma experiência que alterna entre o ritmo acelerado das intrigas espaciais e a contemplação de grandes questões humanas e sociais. A prosa varia entre o detalhamento técnico e a narrativa fluida, criando um contraste entre a grandiosidade das aventuras interplanetárias e os dilemas pessoais dos personagens. Em muitos momentos, a tensão se constrói a partir de conflitos políticos e culturais, enquanto em outros, o foco recai sobre a exploração do desconhecido e a sobrevivência em ambientes hostis. A variedade de cenários, que vão de impérios decadentes a planetas selvagens, oferece um panorama amplo, onde o leitor pode tanto se envolver em espionagens e batalhas quanto refletir sobre o futuro da humanidade. Essa diversidade torna os livros de Poul Anderson um convite para quem aprecia ficção científica que mistura ação, estratégia e questionamentos éticos.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora [Lisboa] Editorial Livros do Brasil convidam o leitor a explorar universos onde a aventura e a imaginação científica se entrelaçam. O catálogo privilegia narrativas de ficção científica que transitam entre o suspense de missões espaciais e a reflexão sobre futuros distópicos, com personagens que enfrentam desafios tanto tecnológicos quanto existenciais. Em algumas obras, o ritmo é marcado por ações intensas e cenários grandiosos, enquanto em outras prevalece um tom mais filosófico e introspectivo, abordando temas como a imortalidade, o controle social e a decadência da humanidade. A presença constante de elementos como viagens interplanetárias, encontros com civilizações desconhecidas e dilemas éticos sugere um público interessado em histórias que combinam especulação científica com tensão narrativa.

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