
Título: O que Jung Disse Realmente
Autor: Edward Armstrong Bennet
Sinopse: Carl Gustav Jung é uma daquelas figuras da psicologia de quem todo o mundo ouviu falar, mas cujos escritos são menos conhecidos. Incluindo-se a bibliografia e o índice geral das obras de Jung, suas Obras Completas consistem em nada menos que 20 grandes volumes. O leitor comum que deseje familiarizar-se com o pensamento de Jung talvez amedronte em face de uma obra tão vasta e sinta a necessidade de orientação sobre por onde começar. "O que Jung Disse Realmente" fornece uma excelente introdução às suas principais ideias em uma linguagem que pode ser entendida por qualquer pessoa. E. A. Bennet, já falecido, era amigo pessoal de Jung e foi hóspede frequente dele e de sua família em Zurique. Trocaram ideias em carta e em encontros pessoas durante muitos anos, de mofo que o Dr. Bennet tem a dizer reveste-se de uma autenticidade inigualada por outros trabalhos sobre Jung e sua obra. Jung nasceu em 1875 e morreu em 1961. Muitas de suas ideias e alguns dos termos que ele introduziu foram incorporados à psicologia sem reconhecimento de sua origem. Jung foi o primeiro a aplicar ideias psicanalíticas ao estudo da esquizofrenia. Introduziu os conceitos de "extroversão" e "introversão", e os termos "complexo", "arquétipo", "individuação" e "inconsciente coletivo". A noção de Jung da mente como sistema autorregulador harmoniza-se perfeitamente com as ideias modernas em fisiologia e cibernética. A insistência em que o homem necessita buscar significado em sua vida prenunciou as concepções dos existencialistas. Entretanto, a importância de Jung tende a ser subestimada e aqueles que não se deram ao trabalho de ler seus escritos rejeitam-no frequentemente como um místico visionário cuja obra está em dissonância tão gritante com a psicologia experimental que pode ser ignorada sem perigo. De fato, como demonstram suas primeiras pesquisas, Jung tinha um domínio competente do método científico; mas a maior parte de sua obra subsequente interessa-se por áreas em que o método científico não pode ser aplicado. O significado da vida não pode ser quantificado, mas isso não invalida, de forma alguma, a procura de significado pelo homem. Hoje, quando os laboratórios psicológicos de mundo inteiro são dominados pela abordagem experimental, a insistência de Jung em que a experiência subjetiva do indivíduo é vitalmente significativa constitui valiosa compensação. Quer se compartilhe ou não das convicções fundamentais de Jung, não pode haver dúvidas sobre a importância de suas numerosas contribuições para o estudo da mente. Sua ênfase sobre os aspectos espirituais da natureza humana fornecer um necessário contraste com a insistência de Freud sobre o físico. A afirmação de Jung da importância da autorrealização como meta e sua certeza de que as realizações supremas da humanidade são sempre realizações individuais impõem-se como desafios aos sistemas políticos e sociais que exaltam o Estado à custa do indivíduo. O livro do Dr. Bennet continuará prestando um valioso serviço ao representar o pensamento de Jung a um círculo mais vasto de leitores.
Contexto da obra
Nas biografias, obras como esta costumam chamar atenção pelo encontro entre trajetória pessoal e contexto histórico. “O que Jung Disse Realmente”, de Edward Armstrong Bennet, publicado pela editora Jorge Zahar, em 1985 e com 148 páginas, integra a categoria Livros de Biografias. Por isso, o livro tende a ganhar mais profundidade quando o leitor observa também o mundo que se desenha ao redor da trajetória narrada.
Editora: Jorge Zahar
Páginas: 148
Ano: 1985
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8585061308
ISBN13: 9788585061302
