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O que se vê e o que não se vê

Título: O que se vê e o que não se vê

Autor: Frédéric Bastiat

Sinopse: Na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não geram somente um efeito, mas uma série de efeitos. Dentre esses, só o primeiro é imediato. Manifesta-se simultaneamente com a sua causa. É visível. Os outros só aparecem depois e não são visíveis. Podemo-nos dar por felizes se conseguirmos prevê-los. Entre um bom e um mau economista existe uma diferença: um se detém no efeito que se vê; o outro leva em conta tanto o efeito que se vê quanto aqueles que se devem prever. E essa diferença é enorme, pois o que acontece quase sempre é que, quando a consequência imediata é favorável, as consequências posteriores são funestas e vice-versa. Daí se conclui que o mau economista, ao perseguir um pequeno benefício no presente, está gerando um grande mal no futuro. Já o verdadeiro bom economista, ao perseguir um grande benefício no futuro, corre o risco de provocar um pequeno mal no presente. De resto, o mesmo acontece no campo da saúde e da moral. Frequentemente, quanto mais doce for o primeiro fruto de um hábito, tanto mais amargos serão os outros. Testemunham isso, por exemplo, o vício, a preguiça, a prodigalidade. Assim, quando um homem é atingido pelo efeito do que se vê e ainda não aprendeu a discernir os efeitos que não se veem, ele se entrega a hábitos maus, não somente por inclinação, mas por uma atitude deliberada. Isso explica a evolução fatalmente dolorosa da humanidade. A humanidade se caracteriza, em seus primórdios, pela presença da ignorância. Logo, está limitada às consequências imediatas de seus primeiros atos, as únicas que, originalmente, consegue enxergar. Só com o passar do tempo é que aprende a levar em conta as outras consequências. Dois mestres bem diferentes lhe ensinam esta lição: a experiência e a previsão. A experiência atua eficazmente, mas de modo brutal. Mostra-nos todos os efeitos de um ato, fazendo-nos senti-los: por nos queimarmos, aprendemos que o fogo queima. Seria bom se nos fosse possível substituir esse rude mestre por um mais delicado: a previdência. Por isso, buscarei a seguir as consequências de alguns fenômenos econômicos, opondo às que são visíveis àquelas que não se veem.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O que se vê e o que não se vê”, de Frédéric Bastiat, publicado pela editora Buqui/Insituto Ludwig von Mises Brasil, em 2010 e com 203 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Buqui/Insituto Ludwig von Mises Brasil

Páginas: 203

Ano: 2010

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Frédéric Bastiat é marcada por um tom direto e argumentativo, que busca desmistificar conceitos econômicos e políticos com clareza e exemplos do cotidiano. A prosa é densa em ideias, porém acessível, evitando jargões acadêmicos e focando na aplicação prática das teorias. Há uma tensão constante entre o ideal da liberdade individual e as limitações impostas pelo Estado, que o autor examina com rigor e certa ironia. O ritmo varia entre ensaios mais curtos, que funcionam como provocações rápidas, e textos mais longos que aprofundam debates sobre direitos, propriedade e função do governo. A experiência de leitura provoca reflexão crítica sobre o papel das leis e das políticas públicas, deixando no leitor a pergunta sobre o equilíbrio entre liberdade e controle estatal.

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