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O romance histórico

Título: O romance histórico

Autor: György Lukács

Sinopse: Escrito em 1936-37, O romance histórico de György Lukács é considerado o trabalho mais significativo do filósofo nos anos de exílio na União Soviética. Publicado pela Boitempo Editorial, inédito em português, o livro traz textos preparatórios para uma "estética marxista". Nele, o filósofo húngaro amadurece os fundamentos da sua teoria dos gêneros literários com uma abordagem materialista da história da literatura moderna e investiga a natureza da interação entre o espírito histórico e a grande literatura: correntes, ramificações e pontos de confluência que, do ponto de vista da teoria, são característicos e imprescindíveis. "E isso apenas em relação à literatura burguesa; a mudança provocada pelo realismo socialista ultrapassa os limites de meu estudo", delimita o autor. O livro, que conta com apresentação de Arlenice Almeida da Silva e orelha de Carlos Eduardo Ornelas Berriel, mostra como a gênese e o desenvolvimento, a ascensão e o declínio do romance histórico são consequências necessárias das grandes convulsões sociais dos tempos modernos. "Estamos diante de um ensaio feito de deslocamentos e aproximações que entrelaçam literatura, experiência e figuração do tempo. Ele [...], sobretudo, enuncia de lugar improvável uma crítica corajosa contra o pensamento socialista ortodoxo, dito vulgar", afirma Arlenice.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O romance histórico”, de György Lukács, publicado pela editora Boitempo Editorial, em 2015 e com 440 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Boitempo Editorial

Páginas: 440

Ano: 2015

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13: 9788575593042

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de György Lukács envolve um mergulho denso e sistemático em temas que cruzam filosofia, marxismo e estética, com um ritmo que privilegia o pensamento rigoroso e a construção conceitual profunda. A prosa tende a ser densa e reflexiva, exigindo atenção para acompanhar a articulação de ideias complexas sobre o ser social, a dialética e a crítica cultural. A tensão da leitura está na busca por compreender as categorias fundamentais que estruturam a vida social e a consciência, com um foco intelectual que desafia o leitor a repensar conceitos como alienação, totalidade e ideologia. Em alguns momentos, a experiência pode parecer mais abstrata e teórica, enquanto em outros há um empenho em conectar essas reflexões a contextos históricos e culturais específicos. Os livros de György Lukács convidam a uma leitura que é tanto crítica quanto filosófica, com passagens que estimulam a reflexão sobre a relação entre teoria e prática.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Boitempo Editorial convidam a uma leitura densa e crítica, que atravessa temas como economia política, luta social, cultura e história com um olhar atento às contradições do capitalismo contemporâneo. O catálogo privilegia obras que exploram a interseção entre teoria e prática política, frequentemente com foco em marxismo heterodoxo, ecossocialismo e movimentos sociais, revelando tensões entre estruturas econômicas e experiências humanas. A linguagem tende a ser rigorosa e analítica, mas também acessível, com textos que mesclam ensaio, crítica e reflexão histórica, voltados para leitores interessados em compreender as raízes e os desdobramentos das crises sociais e ambientais atuais.

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