
Título: O Salteador
Autor: Robert Walser
Sinopse: Robert Walser, escritor suíço de língua alemã, foi, durante muito tempo, praticamente desconhecido do público leitor (não tanto de alguns dos escritores seus contemporâneos, nomeadamente Kafka, Benjamin ou Musil, que tinham grande apreço pela sua escrita). Walser passou as últimas duas décadas da sua vida num hospital psiquiátrico perto de Berna, e aí viria a morrer, num solitário passeio pela neve. E a maior parte da sua obra só muito depois disso veria a luz (e alguma só agora está a ser conhecida). Por cá, Walser foi descoberto, digamos assim porque antes pouco ou nada dele se falava, depois da polémica à volta da sua "Branca de Neve", que o cineasta João César Monteiro levou ao cinema. Este livro que agora se publica em edição portuguesa, "O Salteador" é, no dizer de António Guerreiro (Expresso/Actual, 26/7/03), " um dos títulos mais representativos da arte narrativa de Walser, tão pouco respeitadora dos códigos de género, mesmo quando se apresenta como 'romance'. O que é que se narra neste romance? Nada mais que o próprio acto de narrar. Por isso, narrador e personagem principal acabam por ser o desdobramento de uma mesma figura." Uma obra de uma "ironia desconcertante" (ainda palavras de A. G., ib, que voltamos a citar) "[que veio a contribuir para a evidência de que] tanto no modo de se dissolver em fragmentos como na recusa de toda a síntese própria do 'grande estilo' [Walser] acede à constelação dos grandes nomes da literatura moderna."
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Salteador”, de Robert Walser, publicado pela editora Relógio D'Água, em 2003 e com 187 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Relógio D'Água
Páginas: 187
Ano: 2003
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 9727087167
ISBN13: 9789727087167
Sobre a editora
Os livros da editora Relógio D'Água apresentam uma leitura que mescla densidade intelectual e narrativa envolvente, transitando entre a poesia, a filosofia e a ficção literária com forte carga reflexiva. As obras frequentemente exploram tensões entre pensamento e ação, passado e presente, individual e coletivo, criando atmosferas que oscilam entre o íntimo e o universal. O ritmo das narrativas varia, podendo ser contemplativo e psicológico em alguns casos, ou marcado por conflitos morais e políticos em outros, sempre com uma linguagem que privilegia a precisão e a profundidade. O catálogo sugere uma atenção especial a temas como a condição humana, o poder, a memória e as contradições sociais, com textos que dialogam tanto com a tradição clássica quanto com questões contemporâneas.
