
Título: O Sangue da Buganvília
Autor: Ana Paula Tavares
Sinopse: Cada um dos textos do livro traz a força da metáfora da árvore a que se refere o título: «forte na sua estrutura retorcida, de metal, e [que] resiste, podendo mesmo transformar-se em tecido fino aéreo se a isso o tempo a obrigar». Assim, o fino tecido aéreo da poesia e a sabedoria dos provérbios tradicionais angolanos recobre, sem ocultar ou edulcorar, por exemplo, os acontecimentos, em um difícil, mas bem conseguido equilíbrio entre cotidiano e a subjetividade poética. Vários são os momentos em que somos convidados a lançar um outro olhar sobre a realidade, como por exemplo em «Viver nas cidades» em que o flagrar dos sobreviventes das guerras e fomes angolanas, faz-nos alargar a visão, pois nos levam a fugitivos de outras geografias e tempos: «sobreviver transformou-se na exclusiva hipótese diária de subsistir, animais-humanos de presentes envenenados e dias de descidas aos infernos».
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Sangue da Buganvília”, de Ana Paula Tavares, publicado pela editora Caminho, em 2023 e com 248 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Caminho
Páginas: 248
Ano: 2023
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 9722131990
ISBN13: 9789722131995
Sobre a editora
Os livros da editora Caminho costumam explorar temas sociais, históricos e políticos com uma linguagem que varia entre o rigor e a leveza irônica. O catálogo traz narrativas que transitam entre o drama humano e a reflexão crítica, muitas vezes ambientadas em contextos marcados por conflitos, mudanças sociais e dilemas éticos. A experiência de leitura pode ser tanto densa e metafórica quanto acessível e direta, com obras que dialogam com a memória coletiva e a cultura, incluindo poesia, crônicas e ficção. O tom ora é sóbrio, ora irônico, e o ritmo pode oscilar entre a fluidez narrativa e a intensidade reflexiva, convidando o leitor a pensar sobre o tempo, a história e a condição humana.
