
Título: O Sexo dos Textos
Autor: Isabel Allegro de Magalhães
Sinopse: Poder-se-á dizer que os textos têm sexo? E se o têm, o que dizem sobre a identidade dos seus autores? Em que sentido falo de sexo dos textos? Esta designação parece-me especialmente sedutora como sugestão metodológica. Em vez de partirmos do princípio de que as mulheres escrevem de forma diferente dos homens, partimos de uma identificação dos elementos, clara ou veladamente, sexuados que os textos possam conter. E é assim que se configuram predominâncias, de forma a podermos distinguir duas fundamentais modalidades de escrita: uma mais próxima do que é a vida, historicamente determinada, das mulheres, e outra mais de acordo com a maneira dominante de estar no mundo, a dos homens (com tantas variantes em cada uma delas quanto os autores). Só então se estabelece a relação texto/sexo do autor. E então é possível verificar como a escrita no feminino é, como é natural, a de autoria feminina, mesmo se alguns homens-escritores a tornam sua; mesmo se alguns autores revelam aqui e ali traços idênticos. Mais: é possível descobrir ainda nessa escrita algumas vertentes de novidade trazidas pelas mulheres à literatura - vertentes, em geral, silenciadas, ou silenciosas, ou simplesmente inexistentes nas narrativas masculinas.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Sexo dos Textos”, de Isabel Allegro de Magalhães, publicado pela editora Editorial Caminho, em 1995 e com 210 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Editorial Caminho
Páginas: 210
Ano: 1995
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN: 9722109820
ISBN13:
Sobre a editora
Os livros da editora Editorial Caminho apresentam uma leitura que alterna entre o intimista e o reflexivo, com narrativas que exploram relações humanas profundas e questões existenciais. O catálogo traz obras que transitam entre a poesia e o romance, incluindo também ensaios que abordam análises críticas do discurso e relatos pessoais marcados pela memória e pela subjetividade. A linguagem tende a ser densa e cuidadosa, com uma atenção especial à construção da experiência literária, seja por meio de fragmentos urbanos ou pelo exame de tradições culturais. O tom varia do contemplativo ao dramático, com momentos de humor sutil e tensão emocional.
