
Título: O som de quem te ama
Autor: Didie Guigue e Helayne Cristini
Sinopse: Paul, um professor universitário na casa dos sessenta anos, anda esboçando uma teoria segundo a qual cada relação pessoal seria como um componente de um conjunto de frequências, que formaria o som da sua vida afetiva. Nisso, nenhum afeto exclui outro. Ao contrário: soma, enriquece. E complica também. Com Carmen, mantém — na Paraíba, onde moram — uma história de amor e companheirismo que cultiva e acolhe outras relações. O romance parte de uma situação de afastamento temporário: enquanto Paul viaja para Paris com uma jovem e ambiciosa modelo em início de carreira, Carmen atende ao chamado de um musicista catalão para viver um tempo com ele em Barcelona. Rapidamente aquelas duas pessoas revelam caracteres perversos que levam a empreitada ao fracasso, tanto de um lado como de outro. Isso terá incidência na forma de eles se relacionarem, uma vez de volta ao Brasil, tanto entre si como com as outras pessoas que aparecem na estrada sempre aberta de suas vidas afetivas. Pela sua temática, o romance estimula questionamentos sobre a norma monogâmica numa sociedade assombrada por uma assustadora regressão no campo moral.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O som de quem te ama”, de Didie Guigue e Helayne Cristini, publicado pela editora Urutau, em 2023 e com 252 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Urutau
Páginas: 252
Ano: 2023
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6559004988
ISBN13: 9786559004980
Sobre a editora
A experiência de leitura dos livros da editora Urutau revela um mergulho em textos densos, que transitam entre a poesia e a prosa, com forte presença de temas como a condição humana, relações afetivas complexas e a busca por sentidos em ambientes cotidianos ou simbólicos. O catálogo privilegia narrativas que exploram tensões internas, seja na intimidade da vida familiar, na investigação de mistérios urbanos ou na reflexão sobre identidades e memórias. A linguagem costuma ser elaborada, ora poética e simbólica, ora marcada por uma crueza direta, convidando o leitor a uma leitura atenta e contemplativa. Há obras que dialogam com o corpo, o desejo e a palavra, enquanto outras se apoiam em personagens femininas que desafiam estereótipos e enfrentam conflitos profundos.
