
Título: O sumiço do jardim da terra
Autor: Bianca Blauth
Sinopse: Num atual contexto em que Marvel e DC envolvem seus heróis em tramas insossas e repetitivas pelas tantas esquinas do multiverso, Bianca Blauth nos apresenta Inarê, o pequeno guerreiro, que se volta para a célula mãe do seu mundo: a natureza, aqui na pele de Tupana. Em O sumiço do Jardim da Terra, a jornada do herói ganha mais substância, uma vez que o protagonista busca sempre, além de superar os próprios limites, por soluções alternativas para devolver a vida ao que o cenário da aventura retrata como um “Alice num país sem maravilhas”. E, para compor essa paisagem em que a vastidão da natureza tem a sua beleza refém do egoísmo e da agressividade humana, a autora funde a iconografia indígena (com seus tantos personagens, nomes e histórias singulares) às jornadas fantásticas produzidas por Hayao Miyazaki (com ênfase a O castelo animado e A viagem de Chihiro) que se voltam para a redescoberta e valorização da cultura e sua identidade vilipendiada. Embora exista espaço para que se trabalhe com mitos, mitologias, seus símbolos e metáforas, a literatura infanto-juvenil exige do autor a sua clareza. O que Bianca e o seu O sumiço do Jardim da Terra consegue gabaritar. Inarê é o nosso guia por esse mundo que a gente vislumbra amedrontado, mas que, mesmo Tupana sendo poderosa como é, só depende da nossa força de vontade e consciência para que não se materialize.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O sumiço do jardim da terra”, de Bianca Blauth, publicado pela editora Urutau, em 2024 e com 72 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Urutau
Páginas: 72
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13: 9786559006311
Sobre a editora
A experiência de leitura dos livros da editora Urutau revela um mergulho em textos densos, que transitam entre a poesia e a prosa, com forte presença de temas como a condição humana, relações afetivas complexas e a busca por sentidos em ambientes cotidianos ou simbólicos. O catálogo privilegia narrativas que exploram tensões internas, seja na intimidade da vida familiar, na investigação de mistérios urbanos ou na reflexão sobre identidades e memórias. A linguagem costuma ser elaborada, ora poética e simbólica, ora marcada por uma crueza direta, convidando o leitor a uma leitura atenta e contemplativa. Há obras que dialogam com o corpo, o desejo e a palavra, enquanto outras se apoiam em personagens femininas que desafiam estereótipos e enfrentam conflitos profundos.
