
Título: O tempo da infância
Autor: Françoise Ega
Sinopse: O romance memorialístico da autora de Cartas a uma negra é uma obra antirracista e feminista. "Entre a bem-aventurada ignorância dos primeiros anos e o momento em que cada pessoa toma consciência de si, há um tempo em que o diminuto ser se volta para a vida como planta ávida pela primavera. Um tempo mais ou menos ensolarado ou povoado de maravilhoso. O erro é imaginar que as crianças são incapazes de ter sentimentos tumultuosos e dizer, a propósito de tudo e nada, que elas não entendem." Assim se inicia , romance de formação sob o olhar de uma criança, que traça a imagem de uma vida camponesa e modesta em Morne-Rouge, na Martinica dos anos 1920. Graças à escrita cheia de vivacidade de Françoise Ega, a quem os leitores brasileiros conhecem por ― um arrebatador diálogo imaginário com a vida e a obra de Carolina Maria de Jesus ―, mergulhamos na trajetória dessa garota humilde e negra que reconta sua vida numa comunidade rural antilhana nas primeiras décadas do século XX. Junto com sua descoberta do mundo físico, palpável, descortina-se também a dolorosa consciência do que é viver sob o jugo de uma metrópole (a França) sendo mulher, pobre, negra e descendente de escravizados. Em Françoise Ega, a escrita é a ferramenta adequada para alcançar a emancipação e, sobretudo, um universalismo efetivo ― na melhor tradição dos feminismos negros.
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “O tempo da infância”, de Françoise Ega, publicado pela editora Todavia, em 2025 e com 192 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Todavia
Páginas: 192
Ano: 2025
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6556928623
ISBN13: 9786556928623
Sobre a editora
Os livros da editora Todavia costumam apresentar narrativas densas e multifacetadas, que transitam entre a crônica social, o romance intimista e o ensaio político. A experiência de leitura frequentemente envolve um mergulho em contextos históricos e culturais complexos, com personagens que enfrentam dilemas pessoais em meio a tensões sociais ou políticas. O tom varia entre o sóbrio e o irônico, com uma linguagem que ora é direta e clara, ora poética e reflexiva, convidando o leitor a uma reflexão crítica sobre temas como memória, identidade, violência e desigualdade. O catálogo revela uma preocupação constante com a representação de vozes marginalizadas ou pouco conhecidas, seja por meio de relatos de resistência, seja pelo exame das estruturas sociais que moldam essas vidas.
