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O Tempo Morto É Um Bom Lugar

Título: O Tempo Morto É Um Bom Lugar

Autor: Manuel Jorge Marmelo

Sinopse: Galardoado recentemente com o Prémio Correntes d’ Escritas/Casino da Póvoa 2014, pelo romance Uma Mentira Mil Vezes Repetida, M.J. Marmelo lança um extraordinário romance em que temas fundamentais do nosso tempo são tratados com a mais apurada mestria literária. Depois de acordar ao lado do cadáver de Soraya - a mestiça belíssima, estrela televisiva, com quem mantinha uma relação íntima a pretexto de lhe escrever a autobiografia -, o jornalista desempregado Herculano Vermelho entrega-se à polícia e é preso. Não tem memória de nada, nem de que possa ter sido ele a matar a jovem mulher, mas a prisão parece-lhe ser o lugar ideal, o espaço de sossego e de liberdade (sem contas para pagar, sem apresentações regulares no centro de emprego, sem pressões de qualquer espécie), para passar a sua vida em revista, a relação com as mulheres, e escrever a autobiografia da rapariga morta.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Tempo Morto É Um Bom Lugar”, de Manuel Jorge Marmelo, publicado pela editora Quetzal, em 2014 e com 278 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Quetzal

Páginas: 278

Ano: 2014

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 9897221735

ISBN13: 9789897221736

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Manuel Jorge Marmelo conduz a um universo onde o íntimo se entrelaça com tensões sociais e psicológicas profundas. A prosa se move entre o denso e o direto, ora explorando monólogos perturbadores, ora desenhando personagens marcadas por conflitos internos e externos. O ritmo varia entre momentos contemplativos e cenas carregadas de tensão dramática, com narradores que frequentemente se confrontam com memórias, fantasmas ou dilemas morais. Há uma atenção clara à linguagem coloquial e regional, que colore a narrativa com ironia e naturalismo, sem perder a densidade emocional. Em muitos textos, a ambiguidade moral e a complexidade das relações humanas são exploradas sem respostas fáceis, deixando no leitor uma sensação de inquietação e reflexão.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Quetzal convidam o leitor a atravessar paisagens culturais e existenciais densas, onde a língua portuguesa e suas raízes são exploradas em múltiplas vozes. O catálogo privilegia narrativas que transitam entre o íntimo e o coletivo, como romances que desvendam a identidade rural portuguesa e a complexidade das relações familiares, ao lado de ensaios filosóficos e textos de viagem que refletem sobre a condição humana e o movimento pelo mundo. A poesia aparece como contraponto, oferecendo uma leitura mais concentrada e lírica, enquanto obras de caráter religioso e teológico ganham espaço com linguagem contemporânea e acessível. O tom geral oscila entre o reflexivo e o narrativo, com ritmo que pode variar do lento e contemplativo ao mais tenso e envolvente, conforme o tema abordado.

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