Sinopse: Vampiro em pele de cafajeste, Nelsinho, o tarado, persegue virgens, velhas professoras, prostitutas em fim de carreira, enquanto se forma aos olhos do leitor a imagem de uma Curitiba degradada.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O Vampiro de Curitiba”, de Dalton Trevisan, publicado pela editora Três - José Olympio - Civilização Brasileira, em 1974 e com 135 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
A leitura dos livros de Dalton Trevisan é marcada por uma prosa enxuta, quase telegráfica, que constrói atmosferas densas e tensas com poucas palavras. Seus contos e novelas exploram as nuances da condição humana, revelando personagens muitas vezes sombrios, atormentados e imersos em dramas íntimos ou cotidianos. O ritmo é rápido, com cortes abruptos e diálogos sintéticos que deixam espaços para a sugestão e a ambiguidade. A tensão emocional surge tanto do erotismo contido quanto das situações trágicas ou irônicas, criando um clima de inquietação e reflexão. A cidade de Curitiba aparece frequentemente como cenário, quase como um personagem silencioso que influencia as histórias. A experiência de leitura é, portanto, um exercício de atenção aos detalhes mínimos e às entrelinhas, onde o leitor é convidado a decifrar o que não é dito explicitamente.