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O vice-rei de Uidá

Título: O vice-rei de Uidá

Autor: Bruce Chatwin

Sinopse: As multisseculares relações do Brasil com o reino do Daomé - atual República Popular do Benin - particularizam-se, neste romance, por meio do baiano Francisco Félix de Souza, o Chachá (título honorífico) de Uidá, cidade no litoral daquela região da África Ocidental, onde se erguia o forte português de São João Batista da Ajuda, em certo momento entreposto de escravos traficados para nosso país. Domingos José Martins, conterrâneo do Chachá, igualmente estabelecido em Uidá, homem de hábitos faustosos, de início se dedicou ao tráfico de escravos e, mais tarde, ao comércio do óleo de dendê, tendo acumulado grande fortuna em ambas as atividades. Bruce Chatwin, inspirado na vida dos dois baianos, compõe o personagem central de , o negreiro Da Silva. Após levantar na República Popular do Benin todos os dados possíveis para sua história, Bruce Chatwin viajou para o Brasil, onde completou a pesquisa. Dela resultou este romance. A ironia às vezes desabusada do autor, sua admirável concisão, o sentido de ritmo, a capacidade de recriar situações, ambientes e personagens vigorosos fazem o encanto deste livro que Werner Herzog transformou no filme - com locações na África e no Brasil.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “O vice-rei de Uidá”, de Bruce Chatwin, publicado pela editora Companhia das Letras, em 1987 e com 168 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 168

Ano: 1987

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 9725644077

ISBN13: 9789725644072

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Bruce Chatwin oferece uma experiência que oscila entre o íntimo e o vasto, o concreto e o enigmático. Seus textos frequentemente conduzem o leitor a lugares remotos, como a Patagônia ou o interior do Outback australiano, com descrições que evocam paisagens quase míticas e personagens marcados por histórias e tradições singulares. O ritmo varia entre a narrativa ágil, quase de aventura, e momentos de reflexão profunda sobre a existência, o nomadismo e a busca por um sentido de pertencimento. Há uma tensão constante entre o desejo de movimento e a tentativa de fixação, que se manifesta tanto nas viagens físicas quanto nas inquietações interiores dos personagens. Em seus livros, a prosa é precisa e envolvente, com uma atenção especial aos detalhes que revelam camadas culturais e emocionais, deixando no leitor a pergunta sobre o que significa realmente estar em casa.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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