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Oficina do Cosmografo

Título: Oficina do Cosmografo

Autor: Franck Lestringant

Sinopse: A oficina do cosmógrafo é o melting-pot laborioso, o antro empoeirado e barulhento de onde saiu um mundo inteiro.Este livro retraça a gênese da obra de André Thevet (1516-1592), geógrafo e cosmógrafo que serviu à dinastia dos Valois e, no ''''Novo Mundo'''', produziu o livro ''''As singularidades da França Antártica'''', com uma documentação de qualidade sobre a flora, a fauna e os costumes dos índios do Brasil meridional.Analisando a geografia e a cosmografia, ''''A oficina do cosmógrafo'''' mostra que uma civilização é avaliada por seus mapas - eles mostram sua percepção do Outro bem como a imagem que ela se faz dela mesma. Por seu trabalho, é criado um novo Universo.A cosmografia é o único modelo que permite reunir os dois períodos divergentes de uma via e dois extratos de uma obra heteróclita. Através dela, a experiência errante dos anos de juventude e a sedentaridade da idade madura deixam de se contradizer.Os relatos de viagens ao Levante e ao Brasil dos comedores de homens estruturam a imensa compilação que se sedimenta progressivamente em torno destes dois tropismos originais.A fim de operar a fusão entre a observação e o contorno suposto, a ficção cosmográfica segundo Thevet avança algumas ideias-força, ou temas obsessivos, como se queira: o primado da experiência sobre as autoridades, a soberania de um olhar ubíquo envolvendo instantaneamente o globo terrestre e a preferência concedida, entre as fontes, aos escritos técnicos e “populares” dos pilotos e dos marinheiros.Como um ateliê de artista, a cosmografia de Thevet parece submersa na bagunça do trabalho em curso, dos estudos, dos esboços mais ou menos acabados e de um amontoado de objetos heterogêneos, cujo uso, à primeira vista, não é absolutamente necessário. Por uma rara sorte, o canteiro geográfico de Thevet foi deixado quase intacto.Thevet oferece, assim, a circunstância ideal para se faze uma “arqueologia” da ciência geográfica no Renascimento.

Contexto da obra

Na História, livros como este costumam ser lidos como forma de ampliar contexto, memória e compreensão de processos. “Oficina do Cosmografo”, de Franck Lestringant, publicado pela editora Civilização Brasileira, em 2009 e com 320 páginas, integra a categoria Livros de História. Esse contexto ajuda a tornar mais clara a proposta histórica da obra e o tipo de leitura que ela convida a fazer.

Editora: Civilização Brasileira

Páginas: 320

Ano: 2009

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8520009514

ISBN13: 9788520009512

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,400
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 13,50
  • Espessura (cm): 1,70

Sobre a editora

Os livros da editora Civilização Brasileira apresentam uma experiência de leitura que transita entre o rigor histórico, a análise social e a literatura de qualidade. O catálogo reúne obras que exploram desde a formação política e social do Brasil até reflexões filosóficas e ensaios críticos, muitas vezes com um viés marxista ou político, mas também com espaço para literatura e poesia. A diversidade temática inclui estudos detalhados sobre períodos históricos, biografias, e análises culturais, com textos que combinam densidade conceitual e linguagem acessível, favorecendo leitores interessados em aprofundar seu entendimento sobre o Brasil e o mundo. O tom dos livros varia entre o didático e o narrativo, com algumas obras adotando uma abordagem mais interpretativa e outras privilegiando a pesquisa documental.

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