
Título: Órgãos sem corpos: Deleuze e consequências
Autor: Slavoj Žižek
Sinopse: O local original da fantasia é o de uma criança pequena ouvindo ou presenciando o coito parental e incapaz de entender o sentido disso: o que isto tudo significa, os sussuros intensos, os estranhos sons no quarto e assim por diante? Então, a criança fantasia uma cena que esclarecia todos esses fragmentos estranhamente intensos - lembre-se da conhecida cena do filme Veludo Azul de David Lynch, na qual Kyle MacLachlan, escondido no armário, presencia o estranho jogo sexual entre Isabella Rosellini e Dennis Hopper. O que ele vê é um claro suplemento fantasmático destino a esclarecer o que ouve. Quando Hopper coloca a máscara através da qual ele respira, essa não é uma cena imaginada para esclarecer o respirar intenso que acompanha a atividade sexual? Além disso, o paradoxo fundamental da fantasia é o fato de o sujeito nunca atingir o ponto em que pode dizer: "Certo, agora entendo perfeitamente, meus pais estavam tendo relações sexuais, eu não preciso mais de uma fantasia!". É isso, entre outras coisas, o que Lacan queria dizer com seu "". Todo sentido tem que se basear em uma estrutura fantasmática - quando dizemos: "Certo, agora entendo isso!", em última análise, o que isso significa é: "Agora eu consigo situar isso dentro do meu sistema fantasmático". Ou, recorrendo novamente à velha guinada de Derrida, a fantasia enquanto condição de impossibilidade, enquanto o limite do sentido, o cerne do não-sentido, é, ao mesmo tempo, sua irredutível condição de possibilidade.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Órgãos sem corpos: Deleuze e consequências”, de Slavoj Žižek, em 2011 e com 304 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Páginas: 304
Ano: 2011
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8577240487
ISBN13: 9788577240487
