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Os Cento e Vinte Dias de Sodoma

Título: Os Cento e Vinte Dias de Sodoma

Autor: Marquês de Sade

Sinopse: Sade, n'Os 120 Dias de Sodoma, porventura a sua melhor obra, prova ser no estilo, na alegria e na violência das paixões um dos mais subversivos escritores de sempre. As verdades amargas e sardónicas reveladas na viagem ao fim da noite do ser humano constituem um absoluto fora do qual não existe realidade. O valor supremo de Sade reside na capacidade de nos perturbar ao longo de quase 600 páginas dos cento e vinte dias, conduzindo-nos à consciência de si. Trata-se segundo o autor «da narração mais impura que já se fez desde que o mundo é mundo». Sade detém-se a contemplar imagens do pecado e de actos libidinosos e proibidos visando a sondagem de um mistério que os homens e as mulheres inacessivelmente encerram. A Antígona, que publicou anteriormente A Verdade (livro que inclui para além do poema quase todos os textos de Sade contra Deus) e a Filosofia na Alcova, tenciona dar continuidade a tão actual autor.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Os Cento e Vinte Dias de Sodoma”, de Marquês de Sade, publicado pela editora Antígona, em 2002 e com 576 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Antígona

Páginas: 576

Ano: 2002

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 9726081157

ISBN13: 9789726081159

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Marques de Sade provoca um mergulho em universos onde o limite entre o prazer e a transgressão é explorado sem concessões. A prosa pode alternar entre uma ironia mordaz e descrições explícitas, criando um ritmo que oscila entre a tensão claustrofóbica e a provocação constante. Personagens se movem em cenários fechados, muitas vezes castelos ou espaços isolados, onde regras sociais são invertidas e o comportamento humano é examinado em suas camadas mais sombrias e contraditórias. O leitor é convidado a confrontar questões sobre moralidade, poder e desejo, com uma escrita que não se preocupa em suavizar o impacto das cenas ou ideias. Em alguns momentos, o texto revela uma faceta mais íntima e até paradoxalmente sentimental, mostrando que mesmo entre os excessos há espaço para reflexões sobre o amor e a fraqueza humana. Esse conjunto singular faz dos livros de Marques de Sade uma experiência de leitura perturbadora e estimulante, que desafia o conforto do leitor.

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    Sobre a editora

    A leitura dos livros da editora Antígona revela um interesse persistente por temas que questionam estruturas sociais, políticas e culturais, frequentemente com um tom crítico e reflexivo. O catálogo privilegia obras que exploram a tensão entre indivíduo e sistema, seja por meio de análises filosóficas profundas, narrativas históricas ou ficções distópicas. A linguagem é, em geral, densa e cuidadosa, mas acessível, convidando o leitor a uma imersão que combina rigor intelectual com uma certa urgência existencial. Há uma presença marcante de textos que abordam crises sociais, identidades complexas e dilemas morais, com um ritmo que varia entre o contemplativo e o intenso, dependendo do enfoque narrativo. Essa diversidade se manifesta tanto em obras mais ensaísticas quanto em romances ou relatos biográficos, oferecendo contrastes entre o mais narrativo e o mais informativo.

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