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Os Olhos de Ana Marta

Título: Os Olhos de Ana Marta

Autor: Alice Vieira

Sinopse: Portas fechadas, corredores sem cores e as sombras a esconder os olhos de uma presença invisível e misteriosa. Talvez viesse a ser a própria Alminha-da-Senhora, ou a Outra-Pessoa de quem as pessoas não ousam falar. O silêncio retumba mais do que qualquer outro tinido — e invade a infância de Marta. Seria preciso permanecer imóvel como uma boneca de porcelana posta à exibição para as visitas porque mesmo os seus passos, por mais leves que fossem, despertariam a casa e as crises de Flávia que-todos-diziam-ser-sua-mãe. A menina bem se convenceu de que houve uma troca, coisas de mau destino que a fez correr ao hospital, como quem busca remédios para a dor de cabeça e, de lá, no entanto, retornaria com uma criança nos braços. Flávia jamais dizia seu nome, jamais saía de casa, nem durante as férias. Envolta por uma atmosfera de segredos e histórias, iniciadas muito antes de seu nascimento, Marta refugia-se nas cantigas e nas aventuras do Príncipe Graciano pelas sete partidas do mundo, tiradas pela velha e calorosa Leonor. Havia um tempo em que diligências cortavam planícies pelos corredores da casa e seu pai não era Martim, mas Touro Sentado, em conversações sobre alianças e emboscadas com o Coiote Vermelho. Leonor contava o passado quando sentia saudades, ou quando se zangava com Flávia... Em um texto que reflui tempos e nomes, Alice Vieira orquestra sombras e personagens com acordes distintos, humanamente possíveis, belos e densos, na pauta de sua escrita. O fraseado é todo melódico e até mesmo as palavras mais estranhas ou expressões desconhecidas acomodam-se dóceis e ingenuamente bem humoradas. É neste embalo que lentamente o prisma de emoções adquire movimento e vai refratando um espectro de luzes sobre os moradores vivos e ausentes da casa. Variados enredos ressoam assim iluminados pela maestria da autora e articulados pela narração de Marta, em diálogo muito próximo com alguém que não se vê (“Sabes como era Leonor: às vezes as palavras saíam-lhe da boca e, quando ia por elas, já elas estavam ditas.”) — e o leitor bem poderá sentir-se tentado a ocupar o cômodo lugar de ouvinte, ao mesmo tempo em que se sentirá observado pelos olhos vigilantes de Ana Marta.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Os Olhos de Ana Marta”, de Alice Vieira, publicado pela editora SM, em 2005 e com 176 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: SM

Páginas: 176

Ano: 2005

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13: 9788576750048

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Alice Vieira conduz o leitor por um universo onde o cotidiano se mistura com toques de fantasia e ironia, criando um ritmo que alterna entre momentos de leveza e reflexões mais densas. A narrativa é marcada por personagens jovens e adultos que enfrentam conflitos internos e externos, muitas vezes explorados com humor sutil e diálogos que soam naturais. A prosa varia entre o realista e o fantástico, com histórias que transitam entre o passado e o presente, o histórico e o imaginário, sempre com uma atenção cuidadosa à construção dos personagens e seus mundos emocionais. O leitor é convidado a acompanhar jornadas de descoberta, crises de identidade e relações familiares complexas, numa experiência que pode ser tanto íntima quanto cheia de pequenas surpresas. Em meio a isso, os livros de Alice Vieira revelam uma escrita que valoriza o jogo com as palavras e a sensibilidade para os detalhes do dia a dia.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora SM revelam um olhar atento às infâncias e juventudes, com narrativas que transitam entre o cotidiano sensível e a imaginação ativa. O catálogo apresenta histórias que exploram relações familiares complexas, dilemas emocionais e descobertas pessoais, frequentemente ambientadas em contextos próximos da realidade do leitor. Além disso, há uma presença marcante de obras educativas e didáticas, que buscam integrar o aprendizado com temas atuais e práticas reflexivas. O tom varia entre o bem-humorado e o contemplativo, com ritmo que pode ser tanto envolvente e narrativo quanto informativo e interativo. A diversidade editorial sugere uma atenção tanto para o entretenimento quanto para a formação integral do público jovem.

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