
Título: Os Poemas Possíveis
Autor: José Saramago
Sinopse: «"Este mundo não presta, venha outro. / Já por tempo de mais aqui andamos / A fingir de razões suficientes. / Sejamos cães do cão: sabemos tudo / De morder os mais fracos se mandamos, / E de lamber as mãos, se dependentes. "Na primeira obra poética de José Saramago descobre-se uma poesia de liberdade, de fraternidade e de luta. Uma luta disfarçada, por dentro das palavras. Pelo interior labiríntico de respiração que habitam todos estes poemas, publicados pela primeira vez em 1966. Digamos que eram os "poemas possíveis" da altura, quando a censura espiava a alma dos escritores. E no entanto, as convicções profundas de Saramago já são bem visíveis em poemas como "Criação": "Deus não existe ainda, nem sei quando / Sequer o esboço, a cor se afirmará / No desenho confuso da passagem / De gerações inúmeras nesta esfera. // Nenhum gesto se perde, nenhum traço, / Que o sentido da vida é este só: / Fazer da Terra um Deus que nos mereça, / E dar ao Universo o Deus que espera."» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Os Poemas Possíveis”, de José Saramago, publicado pela editora Caminho, em 1998 e com 182 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Caminho
Páginas: 182
Ano: 1998
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13:
Sobre a editora
Os livros da editora Caminho costumam explorar temas sociais, históricos e políticos com uma linguagem que varia entre o rigor e a leveza irônica. O catálogo traz narrativas que transitam entre o drama humano e a reflexão crítica, muitas vezes ambientadas em contextos marcados por conflitos, mudanças sociais e dilemas éticos. A experiência de leitura pode ser tanto densa e metafórica quanto acessível e direta, com obras que dialogam com a memória coletiva e a cultura, incluindo poesia, crônicas e ficção. O tom ora é sóbrio, ora irônico, e o ritmo pode oscilar entre a fluidez narrativa e a intensidade reflexiva, convidando o leitor a pensar sobre o tempo, a história e a condição humana.
