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Os Vigilantes

Título: Os Vigilantes

Autor: Tahar Djaout

Sinopse: Tahar Djaout nasceu em 1954 na Cabília marítima (Argélia) e dedicou a sua vida ao jornalismo e à elaboração de uma obra poética e narrativa que foi abruptamente encerrada com o seu assassinato em 1993, por terroristas islâmicos. Este atentado foi, na Argélia, o primeiro de uma longa série com que se tem procurado silenciar os jornalistas e todos aqueles que defendem uma sociedade argelina mais aberta e tolerante. Para se compreender a importância deste brutal assassínio, salienta-se apenas três notas que são, ao mesmo tempo, bem reveladoras da encruzilhada social e politica que a Argélia actualmente vive. A primeira é que, face à efervescência social que o atentado sobre Tahar Djaout provocou, apareceu na televisão argelina, quatro dia! s depois, um jovem a "confessar" quem tinham sido os executantes do assassinato (cujos corpos apareceram mais tarde abatidos pelas forças da ordem) e a mando de quem (um chefe bem conhecido das GIA, as forças integristas argelinas); porém, em tribunal, o jovem declarou que a sua "confissão" tinha sido obtida sob tortura policial, ficando, portanto, sem efeito e, consequentemente, o crime impune. A segunda é que o jornal Ruptures, que Tahar Djaout ajudara a fundar, desapareceu das bancas em Agosto de 1993, devido a constantes ameaças de morte sobre outros membros da equipa jornalística - que os obrigou a refugiarem-se em Paris - e a conflitos constantes com a empresa gráfica onde o jornal era impresso (saliente-se que o jornal era rentável e tinha uma tiragem média de 70 000 exemplares). Por fim, a nota mais sinistra: o assassinato de Tahar Djaout foi o primeiro de várias dezenas de atentados a jornalistas na Argélia que têm ficado, na maior parte dos casos, como no seu, na total impunidade. A nível literário, Tahar Djaout deixou-nos uma obra que integra cinco colectâneas de poesia, uma de contos e cinco romances. Foi em 1975 que publicou o seu primeiro livro de poesia, "Solstice barbelé", e em 1981, o seu primeiro romance, "L'Exproprié". Seguidamente, publica a sua colectânea de contos, "Les Rets de l'oiseleur", e três romances: "Les Chercheurs d'os" (1984), "L'Invention du desert" (1987) e, por último, o romance que agora se publica, "Os Vigilantes". "Os Vigilantes" é considerado unanimemente, em particular pela articulação harmónica dos seus elementos, um romance exemplar no conjunto da obra de Tahar Djaout e, por conseguinte, a melhor forma de ! introduzir o leitor de língua portuguesa na produção narrativa deste malogrado escritor. Redigido como uma parábola, o romance "Os Vigilantes" (galardoado com o prestigiado "Prix Mediterranée", em 1991) é não só um retrato amargo e cru da actual sociedade argelina, mas também uma denúncia de todas as sociedades fechadas, temerosas da inovação e de tudo o que inevitavelmente os tempos trazem de transformador de relações sociais anquilosadas. Com uma ironia cáustica, mas também com um intenso lirismo sobre as reminiscências da infância e de um mundo rural em absoluto perdido, "Os Vigilantes", na sua aparente simplicidade narrativa, é também uma obra de uma luminosidade "mediterrânica" que inebria o leitor com as cores (e até os odores…) de um terra ao mesmo tempo longínqua e próxima da memória do leitor.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Os Vigilantes”, de Tahar Djaout, publicado pela editora Assírio e Alvim, em 2004 e com 176 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Assírio e Alvim

Páginas: 176

Ano: 2004

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 9723709155

ISBN13: 9789723709155

    Sobre a editora

    Os livros da editora Assírio e Alvim convidam a uma experiência de leitura que atravessa tempos e espaços com densidade literária e reflexão social. O catálogo reúne obras que exploram desde a poesia antiga, com metáforas práticas e sensações atmosféricas, até narrativas contemporâneas marcadas por conflitos políticos e sociais, como o impacto da guerra colonial ou a violência ideológica. A linguagem costuma ser elaborada, ora lírica, ora contundente, e os temas frequentemente envolvem tensões entre o indivíduo e contextos opressivos, sejam eles históricos, familiares ou culturais. Há obras que adotam múltiplas perspectivas para expor realidades complexas, enquanto outras se dedicam a ensaios sobre a poesia e a leitura, oferecendo um tom mais reflexivo e didático.

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