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Para provar que eu (não) te inventei

Título: Para provar que eu (não) te inventei

Autor: Letícia Zampiêr

Sinopse: Ao pensarmos sobre o amor na cultura contemporânea, temos, de um lado, um discurso sobre sua insignificância e, de outro, uma concepção securitária. Há uma grande máscara de cinismo na tentativa de se proteger de uma decepção que coloca o amor como algo desnecessário ou como um risco que só vale a pena se houver a garantia de segurança. Como bell hooks já apontou, na tentativa de nos protegermos da incerteza, optamos pelo silêncio, pois apesar de querermos desesperadamente conhecer o amor, temos medo que saber muito sobre ele nos leve ao abismo do desamor. “Para provar que (não) te inventei” é um ensaio, a construção de uma forma de deslocamento do cinismo, de bancar as incertezas e conhecer aquilo que se é ensinado a calar. Mesmo que, ao fim, se escolha abrir mão de tudo isso. Badiou diz que declarar o amor é passar do evento-encontro para uma construção de verdade. Assim, escolho tomar meus poemas como declarações de amor, na aposta de que a escrita seja a via para acessar isso que o ser humano tanto busca e tanto recusa: a vivência do amor.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Para provar que eu (não) te inventei”, de Letícia Zampiêr, publicado pela editora Editora Patuá, em 2024 e com 84 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Editora Patuá

Páginas: 84

Ano: 2024

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 6558648547

ISBN13: 9786558648543

    Sobre a editora

    Os livros da editora Editora Patuá costumam apresentar uma leitura que combina poesia e narrativa com uma linguagem que transita entre o lírico e o coloquial. A experiência de leitura frequentemente envolve uma densidade emocional marcada por temas como a busca por identidade, a memória afetiva e os conflitos internos, muitas vezes explorados em formatos que vão do poema ao conto e à crônica. O tom pode variar entre o melancólico e o irônico, com narrativas que ora se apoiam em uma escrita mais experimental e fragmentada, ora em um estilo mais direto e acessível. O catálogo sugere uma presença forte de vozes jovens e contemporâneas, além de obras que dialogam com questões sociais e existenciais, sem se prender a um único gênero ou ritmo.

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