Skip to content Skip to footer
Parte da Paisagem

Título: Parte da Paisagem

Autor: Adriana Lisboa

Sinopse: Recolhimento, concentração, precipitação. Ou, pelo contrário, exposição, soltura e dispersão. Nestes poemas, como num espasmo, a abertura inquieta desemboca muitas vezes no espanto de quem subitamente para, sabendo que as palavras serão os resíduos, apenas, do quase indizível. É um mundo de quases, que os leitores já terão aprendido a apreciar nas vozes que guiam os personagens de Adriana Lisboa, alheios aos gestos heroicos e afeitos à elaboração vasta, porém breve, da música que soa ao fundo, tanto na prosa como na poesia. Na recusa da expressão brilhante, um discreto fio melancólico avança e faz do poema lugar de espera e escuta: espaço do envelhecimento, não fosse um outro fio de vida que se enlaça àquele, teimando em recordar que, quando bem quisermos, podemos saltar do vagão, aliviando-nos do peso inominável do fim da viagem. Aí, justamente, aportaremos numa espécie de Pasárgada às avessas, lugar onde o rei não é rei, e tampouco sei se terei as mulheres que quero. Paisagem, em suma, incapaz de prometer outra vida, lugar de passagem, percurso que a delicadeza da poesia insiste em propor, mostrando tão só o que existe, em sua face ora sombria, ora insuspeitadamente luminosa. O que resta, restará sem adornos ou circunspeção, só vida gratuita. Não se trata da delicadeza não-me-toques, da afetação de quem mal resvala no mundo. Na poesia de Adriana Lisboa, delicado é o elemento que decantou, após vagar por uma solução em que o desvio e os choques levaram a uma nova e inesperada composição. Mas, ainda aqui, não se fala da delicadeza ostentatória de um cristal definitivo, ou do sólido que podemos ver, apalpar e admirar. Em Parte da paisagem, o que se projeta é o instável e delicado equilíbrio em que corpo e alma, juntos, descobrem-se a ponto de cair.Pedro Meira MonteiroUniversidade de Princeton

Contexto da obra

Na área de Ciências, livros como este costumam ganhar relevância por seu papel informativo e formativo. “Parte da Paisagem”, de Adriana Lisboa, publicado pela editora Iluminuras, em 2014 e com 120 páginas, integra a categoria Livros de Ciências. Na prática, isso ajuda a situar melhor a obra entre leitura formativa, consulta e apoio ao estudo.

Editora: Iluminuras

Páginas: 120

Ano: 2014

Edição: Literatura Brasileira

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8573214414

ISBN13: 9788573214413

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,166
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,00

Sobre o autor

A leitura dos livros de Adriana Lisboa convida a uma imersão sensorial e emocional, onde a palavra ganha ritmo e textura, ora em versos delicados, ora em prosa lírica e envolvente. A autora constrói personagens que transitam entre o íntimo e o coletivo, revelando conflitos pessoais profundos, memórias e buscas por identidade, muitas vezes atravessados por perdas e reencontros. O ritmo pode variar entre a contemplação pausada e a narrativa que avança com certa urgência, sempre marcada por uma linguagem que valoriza o som e a musicalidade do texto. Em suas obras, a tensão reside na delicadeza dos sentimentos, na fragilidade das relações humanas e na complexidade das histórias pessoais, que se desdobram em múltiplas camadas. Essa experiência de leitura é marcada por uma prosa que equilibra suavidade e densidade, convidando o leitor a refletir sobre pertencimento, memória e transformação.

Ver mais sobre o autor

Sobre a editora

Os livros da editora Iluminuras convidam o leitor a uma experiência de leitura que mescla rigor intelectual e sensibilidade estética. O catálogo revela uma predileção por obras que exploram a densidade da linguagem, seja por meio de poesia, ensaios filosóficos ou narrativas literárias que problematizam dilemas éticos e existenciais. A diversidade temática é marcada por textos que transitam entre a reflexão crítica e a expressão artística, com destaque para abordagens que valorizam a complexidade do olhar sobre a arte, a literatura e a condição humana. Em muitos títulos, percebe-se um tom contemplativo, ora introspectivo, ora incisivo, que desafia o leitor a pensar além da superfície dos temas tratados. A editora parece privilegiar obras que dialogam com tradições literárias e filosóficas, mas que também apresentam rupturas e experimentações formais, como o uso do fragmento, do monólogo ou da linguagem poética com forte carga imagética.

Ver mais sobre a editora

Leave a comment

E-mail
Password
Confirm Password
0
    0
    Seu Carrinho
    Carrinho VazioContinue Comprando
    0,0
    (0 avaliações)
    Clique no livrinho correspondente para avaliar.