
Título: Perdeu vontade de espiar cotidianos
Autor: Evandro Affonso Ferreira
Sinopse: Na literatura brasileira, são poucas as dicções tão reconhecíveis como as que neste romance-meditação se apresentam. “Nossa ontológica personagem”, protagonista, é um pretexto, uma sugestão de uma voz interior identificável, habilmente tecida pela conhecida mão dicionaresca de Evandro Affonso Ferreira. Nas elipses misteriosas de Perdeu vontade de espiar cotidianos, a intuição sonora é fundamental: o leitor descobrirá aos poucos o texto, a clareza não será prescindível, a deriva não sobressairá neste caminho que poderia, sim, não levar a lugar algum. Mas que acaba por nos conduzir a uma espécie de graça inescapável. Neste novo romance, Evandro Affonso Ferreira recupera suas temáticas habituais: a solidão, a desesperança, o acaso, a “anatomia do inimaginável”. Mas, sobretudo, a linguagem, procurando sempre inaugurar novos nomes para as coisas, novos modos de acessar as palavras
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Perdeu vontade de espiar cotidianos”, de Evandro Affonso Ferreira, publicado pela editora Editora Nós, em 2023 e com 88 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Editora Nós
Páginas: 88
Ano: 2023
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8569020821
ISBN13: 9788569020820
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,100
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 13,00
- Espessura (cm): 0,50
Sobre a editora
Os livros da editora Editora Nós convidam o leitor a um mergulho em universos literários que transitam entre o coloquial e o experimental, o íntimo e o social. A oralidade periférica, a poesia que dialoga com o concreto e o manifesto, e narrativas que exploram a subjetividade em múltiplas vozes são marcas recorrentes. O catálogo revela uma atenção especial a temas como a resistência cultural, o feminismo crítico, e a complexidade das relações humanas em contextos contemporâneos, muitas vezes tensionados por violência, exclusão ou memória. A escrita varia do tom visceral e urgente ao lírico e sensorial, com ritmo que pode ser tanto vertiginoso quanto meditativo, dependendo da obra. Em alguns casos, há uma aposta clara na experimentação formal, seja pela fragmentação narrativa ou pelo uso de grafismos e diálogos internos.
