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Poemas do Manuscrito Lamego

Título: Poemas do Manuscrito Lamego

Autor: Gregório de Matos

Sinopse: Gregório de Mattos e Guerra é o mais importante poeta da colônia. O seu nome, contudo, recobre um grande corpus atribuído, e não autógrafo, nem certificado, pois a publicação de seus poemas se deu em folhas volantes esparsas, depois copiadas e recolhidas em códices diversos, com muitas variantes. Quantitativamente, o total de poemas atribuídos a ele chega ao milhar, com cerca de 45 mil versos, em mais de 20 formas poéticas diversas, entre elas, canções, coplas, décimas, endechas, glosas, madrigais, oitavas, quintilhas, romances, redondilhas, sonetos, silvas, tercetos etc. — várias exemplificadas em Poemas do manuscrito Lamego, aqui publicado por Marcello Moreira, notável especialista no assunto. De tudo, nada lhe deu fama mais imperecível do que a qualidade de suas sátiras, nas quais feriu com o riso e mordeu como cão, não como ovelha. Quem o ler saberá por que fez jus ao apelido de “Boca do Inferno”.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Poemas do Manuscrito Lamego”, de Gregório de Matos, publicado pela editora Imaginarbooks, em 2023 e com 368 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Imaginarbooks

Páginas: 368

Ano: 2023

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 6585641205

ISBN13: 9786585641203

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Gregório de Matos revela um universo marcado por contrastes intensos: sua voz pode ser ao mesmo tempo mordaz e lírica, crítica feroz e reflexão espiritual. A prosa poética oscila entre o ritmo cortante da sátira e a cadência contemplativa dos poemas religiosos e amorosos, criando uma experiência que desafia o leitor a navegar entre o ácido e o sublime. A densidade da linguagem, repleta de imagens vivas e ironia afiada, mantém a tensão constante, enquanto a construção dos personagens e das cenas sociais é feita com uma precisão que expõe as contradições da sociedade colonial. Em meio a esse mosaico, emerge um olhar que não poupa ninguém, seja o poder, a igreja ou o povo comum, mas que também revela momentos de compaixão e lirismo. Essa pluralidade confere aos livros de Gregório de Matos uma leitura multifacetada, que provoca tanto o pensamento quanto a emoção.

    Ver mais sobre o autor

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