
Título: Poesia da Recusa
Autor: Augusto de Campos
Sinopse: Em defesa de Mallarmé, afirmou Valéry, certa vez, que o trabalho severo, em literatura, se manifesta e se opera por meio de recusas, pode-se dizer que ele é medido pelo número de recusas. Da recusa estética (Mallarmé) à recusa ética (Tzvietáieva), se é que ambas não estão confundidas numa só, essa poesia, baluarte contra o fácil, o convencional e o impositivo, ficou à margem e precisa ser lembrada para que a sua grandeza essencial avulte sobre o aviltamento dos cosméticos culturais. Os poetas aqui reunidos têm em comum a bandeira da recusa. Nem todos os poetas apresentados neste livro pertencem, estritamente, à categoria dos ´inventores´. Mas todos são extraordinários artífices do ofício poético, com os quais há muito que aprender. E aqui estão representados, tanto quanto possível, por suas propostas mais radicais, seja pela linguagem seja pela postura ético-estética. De Kuhlmann a Dylan Thomas, a poesia se mostra, aqui, em toda a sua integridade ética e estética. Os textos escolhidos manifestam formas de desacordo com a sociedade ou com a vida, capazes de despertar esse ímpeto revolucionário nos leitores e fazer com que as suas vivências se enriqueçam com a sofrida experiência da recusa poética.
Contexto da obra
Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Poesia da Recusa”, de Augusto de Campos, publicado pela editora Perspectiva, em 2006 e com 368 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.
Editora: Perspectiva
Páginas: 368
Ano: 2006
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8527307669
ISBN13: 9788527307666
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,453
- Altura (cm): 20,50
- Largura (cm): 15,00
- Espessura (cm): 2,10
Sobre a editora
Os livros da editora Perspectiva costumam oferecer uma experiência de leitura que combina rigor acadêmico e profundidade reflexiva, com foco em temas como filosofia, história, artes e ciências sociais. O catálogo privilegia obras que exploram a cultura, a política e a religião sob perspectivas históricas e críticas, muitas vezes atravessadas por análises detalhadas e linguagem densa, mas acessível. Há um equilíbrio entre textos ensaísticos, estudos históricos e biográficos, e abordagens fenomenológicas ou semióticas, que convidam o leitor a um envolvimento intelectual prolongado. O tom, em geral, é sério e contemplativo, com ritmo que privilegia a reflexão mais do que a narrativa rápida.
