
Título: prefacio a shakespeare 2ed2021 livro
Autor: Samuel Johnson
Sinopse: “Os defeitos de um escritor de reconhecida excelência são mais perigosos porque a influência de seu exemplo é mais ampla, e o interesse da erudição exige que sejam descobertos e apontados antes que lhes seja conferida a sanção da antiguidade e se tornem precedentes de autoridade inquestionável.” Samuel Johnson The Rambler nº 93 O Prefácio a Shakespeare foi publicado em outubro de 1765, na edição das Obras do dramaturgo inglês feita por Johnson. Tido como um dos maiores ensaios da crítica inglesa de todos os tempos, o Prefácio constitui uma peça de notável consistência e de grande beleza, e seus juízos, ainda que nos dois séculos seguintes tenham provocado objeções por parte de críticos e literatos, não podem deixar de suscitar o respeito de quantos se debruçaram sobre a obra de Shakespeare. Poucos podem se gabar da liberdade com que Johnson distribuí os méritos e defeitos do bardo. Muitas vezes atacado no século XIX como desprovido de imaginação, Johnson sempre manteve uma estatura intelectual que o coloca acima de muitos críticos renomados — um homem de quem é difícil, ou, como disse T. S. Eliot, “perigoso” discordar. Não, como se poderia pensar, em virtude de um tom prescritivo, mas em virtude de sua argumentação fortemente ancorada na negação de todos os particularismos. O sentido dessa recusa todo aquele que ler o Prefácio poderá facilmente identificar nas passagens em que ele ataca os arbítrios da crítica de seu tempo. A tradução foi feita com base na edição Yale das obras completas de Samuel Johnson — vol. VII —, de Arthur Sherbo (1968). Os ensaios sobre Shakespeare têm, desde o século XVIII, concentrado boa parte das diferentes visões, conceitos e princípios da crítica literária. Julguei conveniente para o leitor brasileiro anexar uma tradução de Racine et Shakespeare, de Stendhal. Dentre tantos outros escritos de diferentes autores cabíveis no presente caso, a escolha deste texto foi ditada não apenas por sua raridade ou relativo esquecimento, mas sobretudo pelo muito que deve ao Prefácio. ENID ABREU DOBRÁNSZKY Enid Abreu Dobránszky, estudiosa de estética do século XVIII, é autora de No tear de Palas. Imaginação e gênio no século XVIII – Uma introdução (Papirus/Editora da Unicamp, 1992) e tradutora. Entre suas traduções publicadas estão Uma investigação filosófica sobre a origem de nossas ideias do sublime e do belo, de Edmund Burke, Ensaios sobre a pintura, de Diderot (ambos pela Papirus/Editora da Unicamp), e A cultura no plural de Michel de Certeau (Papirus), entre outras.
Contexto da obra
Na Filosofia, obras como esta costumam ganhar força pela densidade das ideias e pelo tipo de reflexão que propõem. “prefacio a shakespeare 2ed2021 livro”, de Samuel Johnson, publicado pela editora Iluminuras, em 2021 e com 136 páginas, integra a categoria Livros de Filosofia. Por isso, o contexto da obra costuma dizer bastante sobre a maneira mais produtiva de lê-la.
Editora: Iluminuras
Páginas: 136
Ano: 2021
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6555190922
ISBN13: 9786555190922
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,300
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 14,00
- Espessura (cm): 1,20
Sobre a editora
Os livros da editora Iluminuras convidam o leitor a uma experiência de leitura que mescla rigor intelectual e sensibilidade estética. O catálogo revela uma predileção por obras que exploram a densidade da linguagem, seja por meio de poesia, ensaios filosóficos ou narrativas literárias que problematizam dilemas éticos e existenciais. A diversidade temática é marcada por textos que transitam entre a reflexão crítica e a expressão artística, com destaque para abordagens que valorizam a complexidade do olhar sobre a arte, a literatura e a condição humana. Em muitos títulos, percebe-se um tom contemplativo, ora introspectivo, ora incisivo, que desafia o leitor a pensar além da superfície dos temas tratados. A editora parece privilegiar obras que dialogam com tradições literárias e filosóficas, mas que também apresentam rupturas e experimentações formais, como o uso do fragmento, do monólogo ou da linguagem poética com forte carga imagética.
