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Primeira Poesia

Título: Primeira Poesia

Autor: Jorge Luis Borges

Sinopse: Nos poemas que compõem este Primeira poesia, Borges, que havia passado seus anos de formação na Europa e convivera com as vanguardas literárias, reencontra sua cidade natal e uma literatura marcada pelo criollismo, voltada para o pampa e os valores nativos. Sentindo-se distante da racionalidade burguesa da metrópole moderna e sem se identificar com o nativismo militante, ele se volta para os arrabaldes, espaços de transição entre a cidade e o campo, e os entardeceres, tempo de transição entre o dia e a noite. Em vez da exaltação urbana e cosmopolita típica de movimentos literários da época, ele se fixa num passado cristalizado no tempo, representado por próceres da história argentina e casas baixas com balaustradas. É um olhar que permite visualizar os horizontes e os crepúsculos, de costas para a inevitável verticalização da metrópole, e que imagina uma Buenos Aires eterna, atemporal, quase fantasmagórica em sua essência. A cidade define-se pelas ruas de subúrbio, pátios, praças e cemitérios. Um móvel, um espelho ou uma rosa assumem, repentinamente, um sentido de permanência, de fixação da memória. E assim, diante do efeito avassalador do progresso que começa a erodir a cidade de sua infância, ele busca elaborar uma verdadeira "fundação mítica de Buenos Aires". "Minha pátria - Buenos Aires - não é o dilatado mito geográfico que essas duas palavras indicam; é minha casa, os bairros amigáveis e, juntamente com essas ruas e retiros, que são querida devoção de meu tempo, o que nelas conheci de amor, de mágoa e de dúvidas". É assim que Borges define sua cidade natal no prólogo original de Fervor de Buenos Aires, posteriormente substituído por outro em que confessa: "Não reescrevi o livro. Mitiguei seus excessos barrocos, poli arestas, cortei sentimentalismos e vaguezas e, no decurso desse trabalho, ora agradável, ora incômodo, senti que aquele rapaz que o escreveu em 1923 já era, essencialmente - que significa essencialmente? - o senhor que agora se resigna ou corrige. Somos o mesmo: ambos descremos do fracasso e do sucesso, das escolas literárias e de seus dogmas; [...] Para mim, Fervor de Buenos Aires prefigura tudo o que eu viria a fazer".

Contexto da obra

Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Primeira Poesia”, de Jorge Luis Borges, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2007 e com 200 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 200

Ano: 2007

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8535911219

ISBN13: 9788535911213

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,263
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,20

Sobre o autor

A leitura dos livros de Jorge Luis Borges é uma experiência que mistura o rigor intelectual com uma delicada poesia do pensamento. Seus textos oscilam entre o labirinto complexo e a clareza das ideias, convidando o leitor a um jogo constante entre o real e o imaginário. A prosa, muitas vezes concisa e precisa, cria um ritmo que é ao mesmo tempo meditativo e inquietante, instigando reflexões sobre o tempo, a memória e a identidade. O universo borgiano é povoado por espelhos, tigres e bibliotecas, símbolos que se repetem e se transformam, criando uma atmosfera de mistério e erudição. Há livros mais densos e filosóficos e outros que exploram o humor sutil e a ironia, revelando múltiplas facetas do autor.

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Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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