
Título: Rastros das soturnas danças com a dor
Autor: Rafaela Amhaz
Sinopse: Leia aqui um poema de "rastros das soturnas danças com a dor", de Rafaela Amhaz: quem saiu fui eu aos onze eu ainda cantava a-do-le-ta le petit le poula le cafe com chocolá com as vozes ecoando no recreio e seguia brincando sabendo ainda ser criança aos doze o primeiro sutiã vestiu as duas pequenas ervilhas que em mim cresciam fazendo eu me achar ridícula em frente ao espelho aos treze meu útero manchou uma calcinha velha me mostrando a dor em morar num corpo que sangra aos catorze a campainha do intervalo tocava para me lembrar que os livros poderiam ser minha morada enquanto eu não soubesse em quem confiar aos quinze a minha caneta azul encontrava as folhas soltas da agenda velha para me rasgar em palavras /era isso ou a dor rasgar meus braços/ e dos dezesseis em diante, fui percebendo que eu até queria confiar mas insistia em andar só achando que estava tudo bem em repetir o adoleta puxa o rabo do tatu quem saiu foi tu lá se foi alguém que nunca mais vou abraçar.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Rastros das soturnas danças com a dor”, de Rafaela Amhaz, publicado pela editora Minimalismos, em 2023 e com 68 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Minimalismos
Páginas: 68
Ano: 2023
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6585411331
ISBN13: 9786585411332
Sobre a editora
Os livros da editora Minimalismos convidam a mergulhar em experiências íntimas e sensoriais, com uma linguagem que valoriza o cotidiano e a subjetividade. O ritmo das obras costuma ser marcado por uma tensão delicada entre o silêncio e a expressão, revelando espaços pequenos e cotidianos, como apartamentos simples ou trajetos urbanos, onde emoções e memórias se desenrolam. A poesia assume papel central, explorando temas como relações afetivas, corpo, dor e transformação, muitas vezes com um tom melancólico, irônico ou contemplativo. O catálogo sugere uma preferência por narrativas que trabalham a sonoridade das palavras e a textura das imagens, criando uma leitura que exige atenção e sensibilidade.
