Skip to content Skip to footer
Revista Pernambuco #9: Setembro/2024

Título: Revista Pernambuco #9: Setembro/2024

Autor: Autor Desconhecido

Sinopse: Um crítico de alto nível, hoje esquecido, Octavio de Freitas Jr., publicou um artigo em O Jornal (24 de abril de 1949) sobre "experiência romântica norte-americana". Incluiu Truman Capote nela e transcreveu uma declaração do escritor: "Tudo o que eu quero fazer é contar histórias". A frase parece aplicar-se a qualquer narrador, mas, no caso do estadunidense, havia uma particularidade: aceitar e rejeitar, ao mesmo tempo, o rótulo “novo jornalismo”. Por uma simples razão: com o seu livro mais conhecido, A sangue frio, acreditava ter inventado um novo gênero literário: o romance de não ficção. Sabendo-se que a meia-verdade costuma ser mais atraente do que a mentira inteira, esse terreno de claro-escuro do romance de não ficção pode ser visto como um oxímoro. Nada mais grave para um jornalista que não contar a verdade. Nada mais grave para um novelista que o excesso de verdade e carência de imaginação. Parte dos autores desse “novo” gênero, para compensar a pobreza de sua imaginação, investe a energia na mimese. Tenta, talvez inconscientemente, enfatizar a importância da realidade, mancomunando-a com a elaboração caprichosa da linguagem. Até a ilusão de ar-rebentar/reinventar a roda e o fogo. A explicação para o oxímoro pode ser simplificada. O “romance de não ficção” tenta negar a ficção, mas é também fictio, derivado de fingo. Não escapa do jogo de forjar e simular a realidade. O narrador também é um fingidor/construtor. Todas as narrativas são construções mentais e verbais. A fricção interior/exterior. Na atualidade, quando a tal novela de não ficção vem sendo uma nova moda, prima da autoficção, cabe revisitar Capote, no ano e mês do seu centenário. Mesmo considerando os novos rótulos tão precários quanto os antigos, ele continua vivo porque sabia contar bem histórias. O que resta hoje de Qin Shihuang? O dos guerreiros de terracota. Quem mandou queimar todos os livros indesejáveis. Sua história na História. Os escritores fazem o contrário dos queimadores de livros. Tentam, pelo sonho dos seus livros, inventar criaturas imunes ao fogo. Acreditam numa fênix que nunca arde como bruxa. Se há um incêndio, tentam convertê-lo em história. Isso também está contado numa reportagem especial nesta edição.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Revista Pernambuco #9: Setembro/2024”, de Autor Desconhecido, publicado pela editora Cepe, em 2024 e com 72 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Cepe

Páginas: 72

Ano: 2024

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Autor desconhecido oferece uma experiência marcada pela diversidade de gêneros e tons, onde o leitor pode transitar entre narrativas intensas e íntimas, que exploram emoções profundas, e textos que adotam um ritmo mais ágil e direto. Há obras que se apoiam em personagens complexos, cujas relações são tensionadas por dilemas afetivos ou conflitos internos, enquanto outras apresentam enredos que desafiam a realidade com elementos fantásticos ou sobrenaturais. Em alguns casos, a prosa se mostra acessível e prática, voltada para reflexões e temas contemporâneos, enquanto em outros momentos revela-se mais densa e multifacetada, convidando a uma imersão intelectual. Esse mosaico de estilos e temas faz com que o catálogo de Autor desconhecido seja um espaço para leitores que buscam tanto uma leitura emocionalmente envolvente quanto uma exploração de questões sociais, culturais e existenciais.

    Ver mais sobre o autor

    Sobre a editora

    Os livros da editora Cepe costumam oferecer uma imersão profunda na história e cultura de Pernambuco e do Nordeste, com abordagens que combinam rigor acadêmico e diálogo acessível com o leitor. A leitura frequentemente envolve narrativas que exploram acontecimentos históricos, movimentos culturais e personalidades regionais, trazendo à tona aspectos pouco conhecidos ou silenciados pela produção editorial tradicional. Além disso, há uma presença marcante de obras que transitam entre a literatura experimental e a poesia, com linguagens que desafiam formatos convencionais e exploram a memória e a subjetividade. O catálogo revela, assim, um equilíbrio entre textos mais informativos e ensaísticos e outros que privilegiam a construção literária e a reflexão estética.

    Ver mais sobre a editora

    Leave a comment

    E-mail
    Password
    Confirm Password
    0
      0
      Seu Carrinho
      Carrinho VazioContinue Comprando
      0,0
      (0 avaliações)
      Clique no livrinho correspondente para avaliar.