
Título: Revista Téchne #174: Cidade das Artes
Autor: Cadastro de autores
Sinopse: A preocupação com tripé custo, prazo e qualidade - acrescido agora da "quarta perna" da sustentabilidade - constitui a base da Engenharia Civil. Pena que, em muitos casos, a técnica e os méritos de engenheiros e arquitetos sejam ofuscados pelas acusações de excessos orçamentários nas obras públicas. Por muito tempo, a Cidade das Artes (ex-Cidade da Música) ainda suscitará mais questionamentos do que elogios. A grandiosidade da obra do francês Christian de Portzamparc, digna do currículo de um vencedor do Prêmio Pritzker, terá de esperar até que a arte sobressaia. Com duas grandes lajes monumentais - uma a 10 m e outra a 30 m do chão - cortadas por velas de concreto, a obra lembra a vocação da moderna arquitetura brasileira. Foi assim, com o decisivo apoio dos renomados engenheiros de estruturas Carlos Fragelli e Bruno Contarini, que os traços ganharam rigidez e os balanços precisos. A complexidade da estrutura era tamanha que precisou ser calculada em conjunto e não por elementos, consumindo horas de trabalho de um software customizado apenas para esse trabalho. Negociações de parte a parte, não se abriu mão nem da esbeltez nem das formas ousadas que parecem estar em movimento, com paredes inclinadas e outras soltas como casulos instalados. A obra que leva as técnicas do concreto armado aos limites também é eclética nas soluções. Segundo os engenheiros da obra, é difícil pensar num sistema de fôrma, escoramento ou material que não tenha sido utilizado. Capítulo à parte, o projeto acústico coloca a grande sala de música entre as melhores do mundo, capaz de proporcionar diferentes cenários de audição. Quando o tempo permitir, a Cidade das Artes restará como um marco da arquitetura e da engenharia civil, forjado na escola brasileira do concreto. Os alegados excessos? Que sejam apurados com o mesmo rigor técnico capaz de erigir obra de tamanha excelência. Paulo Kiss
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Revista Téchne #174: Cidade das Artes”, de Cadastro de autores, publicado pela editora PINI, em 2011 e com 96 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: PINI
Páginas: 96
Ano: 2011
Edição:
Linguagem: português
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Sobre a editora
Os livros da editora Pini oferecem uma imersão detalhada no universo da engenharia civil, construção e planejamento urbano, com textos que mesclam didatismo e aplicação prática. A leitura frequentemente traz um tom técnico, voltado para profissionais como engenheiros, arquitetos e gestores de obras, mas também para estudantes que buscam aprofundamento. O ritmo das obras apresentadas varia entre análises de grandes empreendimentos com prazos apertados e orientações passo a passo para execução de técnicas específicas, criando um contraste entre o mais narrativo e o mais informativo. O catálogo revela um interesse constante por temas como sustentabilidade, segurança no trabalho e inovação tecnológica, sempre com atenção às normas e procedimentos vigentes. A linguagem é direta, com foco em clareza e aplicabilidade, refletindo um compromisso com a precisão e a utilidade prática.
