
Título: Ruschi: O Agitador Ecológico
Autor: Rogério Medeiros
Sinopse: Polêmico e feroz, o cientista Augusto Ruschi foi acima de tudo um grande defensor do meio ambiente, daqueles proféticos que, passados alguns anos de sua morte, vê-se que muitas de suas previsões estavam certas. Que o digam os poucos remanescentes de Mata Atlântica ainda existentes no estado do Espírito Santo, pelo qual tanto lutou o ecologista. No livro Ruschi, o Agitador Ecológico (Editora Record), o jornalista Rogério Medeiros conta a trajetória do grande estudioso da floresta e, sobretudo, dos beija-flores, através das reportagens que fez ao longo de mais de dez anos em que acompanhou a tragetória do ecologista, até sua morte, em 1996, em conseqüência de envenenamento por um sapo da selva amazônica. Entre as histórias narradas nas reportagens, está a briga de Augusto Ruschi com o governo do Espírito Santo para salvar a Estação Biológica de Santa Lúcia - 279 hectares de mata densa, no município de Santa Teresa -, na qual o cientista desenvolvia suas pesquisas há 47 anos. A polêmica começou quando o governo de estado, em 1977, resolveu passar a administração da Estação Biológica do Museu Nacional para o Instituto Estadual de Florestas (IEF). Para Ruschi, era o mesmo que decretar o fim desse oásis de Mata Atlântica em um estado que, já naquele tempo, perdia toda sua exuberante floresta para plantações de eucalipto, caminhando, na visão do ecologista, para a desertificação. A briga, na qual Ruschi chegou a ameaçar de morte o governador Élcio Álvares, repercutiu nacionalmente e motivou a realização de uma caravana ecológica, que saiu do Rio de Janeiro, com um abaixo assinado de mais de 10 mil nomes, para levar seu apoio a Augusto Ruschi. A segunda parte do livro narra a luta contra o tempo de Ruschi para continuar seu trabalho, apesar dos problemas de saúde causados pela contaminação contraída na Serra do Navio, no Amapá, por veneno de sapo da espécie dendrobata. O cientista, mais uma vez, vira assunto nacional quando se submete a uma pajelança, encabeçada pelo cacique Raoni, para tirar o veneno do sapo. Apesar de afirmar ter melhorado com o tratamento indígena, Ruschi morreu poucos meses depois. O amor de Augusto Ruschi pelos beija-flores, bromélias e toda a riqueza da floresta, e sua importância para a história do movimento ambientalista brasileiro foram reconhecidos durante sua vida e depois de sua morte. O livro mostra isso num texto de Carlos Drumont de Andrade, "O galanteio das aves", e no prefácio de Fernando Gabeira e posfácio de Edilson Martins. ([email protected])
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Ruschi: O Agitador Ecológico”, de Rogério Medeiros, publicado pela editora Record, em 1995 e com 223 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Record
Páginas: 223
Ano: 1995
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8501044474
ISBN13: 9788501044471
Sobre a editora
Os livros da editora Record costumam apresentar narrativas que exploram a complexidade das relações humanas, seja por meio de contos com temas de memória e verdade, seja em romances que abordam tragédias pessoais e dilemas morais. A linguagem varia do lírico e poético ao direto e envolvente, com obras que transitam entre o romance histórico, o suspense policial e a literatura nacional contemporânea. O catálogo sugere um equilíbrio entre textos densos e reflexivos e histórias que mantêm o leitor imerso em tramas emocionais, muitas vezes marcadas por conflitos íntimos e sociais. A diversidade de temas inclui desde investigações policiais até biografias e análises históricas, o que proporciona uma experiência de leitura multifacetada, sem perder o foco na profundidade dos personagens e das situações.
