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Saudade, Meu Remédio É Contar: Crônicas

Título: Saudade, Meu Remédio É Contar: Crônicas

Autor: Luiz Antônio de Farias

Sinopse: Zeca Ricardo Foi a Câmara Júnior de Santana do Ipanema, nas décadas de 60 e 70, pioneira na promoção da Festa da Personalidades. Era acontecimento social badalado e da maior relevância, destinado a premiar personalidades e entidades que mais se destacaram, durante o ano, em qualquer ramo da atividade, envolvidas ou comprometidas com a comunidade santanense. Marcos Cintra, funcionário do BB e membro da comissão de alto nível encarregada da escolha das personalidades, certa feita defendia, sem contestação de seus pares, o nome José Vieira de Farias para receber o título " A Personalidade do Ano", a maior comenda conferida pelo já desativado clube de serviço. Em sua exposição, argumentava com eloquência: "Duvido que ainda haja alguém nesta terra que não tenha recebido um favor de Zeca Ricardo!" Tinha razão. Mais tarde, o Tênis Clube Santanense estava engalanado. A sociedade, grata,aplaudia de pé, a justa distinção. De fato tratava-se de figura queridíssima, de família tradicional do município, ainda descendente daqueles que povoaram a região em séculos passados e fundaram a Ribeira do panema, primitiva denominação da cidade. Com D. Aristhea, formava o casal modelo, cristão, feliz e saudável. Ambos, com muito trabalho e luta, souberam construir e educar família numerosa, calcada nos melhores exemplos de humildade, bondade, decência, honradez e trabalho. O bom exemplo transfere-se para os filhos, reconhecidos homens de bem , e para outras gerações, com certeza. Comerciante e sócio de farmácia com "seu" Aleixo e Genival Tenório, "seu" Zeca recebia a todos, no balcão, com aquela habitual fala mansa, quase inaudível, e sorriso cândido estampado num rosto santo. possuía o dom de transmitir conforto e esperança àqueles desesperados que batiam a sua porta em busca de saúde e cura. Típico farmacêutico de interior, que fazia de tudo: aplicava injeção, fazia curativo, parto, engessava, socorria o ferido, animava, salvada vidas. Para ele todos faziam parte de uma grande família comunitária. em madrugadas frias e escuras, estava ele sorridente, disposto, com termômetro e estojo de injeção na mão. Chovesse ou fizesse sol, rico ou humilde, estava à beira do leito do enfermo, aguardando que a febre cedesse, assistindo e confortando a família do doente, mais das vezes sem recompensa monetária, era a vocação para servir. Há pouco, mandara reformar o casarão do sítio, onde nascera há 79 anos. Tudo pronto, e uma missa em ação de graças completaria a festa da família. Forte emoção. Um aneurisma cerebral deixa-o inconsciente até a morte ocorrida no último 21 de abril. Morreu ao reencontrar-se com o passado. Ao abrirem para ele as portas do céu, dirá "Pronto. Missão cumprida na terra". Djalma de Melo Carvalho (Gazeta de Alagoas, 06/07/93)

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Saudade, Meu Remédio É Contar: Crônicas”, de Luiz Antônio de Farias, publicado pela editora Q Gráfica, em 2010 e com 216 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Q Gráfica

Páginas: 216

Ano: 2010

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8560995420

ISBN13: 9788560995424

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