
Título: Shtetele: Os judeus do sul
Autor: Felipe Goifman
Sinopse: A imigração judaica para o Rio Grande do Sul eÌ talvez a uÌnica imigração judaica feita de maneira organizada e foi a primeira imigração em massa de judeus ashquenazitas, (da Europa Central e do Leste Europeu), para o Brasil. O Barão Maurice de Hirsch, proprietaÌrio do Orient Express e de outras linhas feÌrreas, entre outras empresas, apoÌs perder tragicamente o seu filho, resolveu dedicar toda a sua fortuna para ajudar os judeus a escaparem dos progroms e das terriÌveis perseguições que sofriam no ImpeÌrio Russo. Junto com outros empresaÌrios judeus, ele fundou uma associação judaica para resgatar os judeus que viviam em uma situação muito difiÌcil, confinados em sua maioria, em uma aÌrea de assentamento chamada de Pale of Settlement, criada pelo czar da RuÌssia, para segregar os judeus. Era uma aÌrea enorme, que incluiÌa partes da RomeÌ‚nia, MoldaÌvia, UcraÌ‚nia, PoloÌ‚nia, LituaÌ‚nia e Bielo-RuÌssia. A ICA, Associação Judaica para Colonização, fundada pelo Barão Hirsch, (que eÌ considerado um dos maiores filantropos da histoÌria judaica e jaÌ recebeu a alcunha de MoiseÌs da AmeÌricas), comprou terras e fundou coloÌ‚nias nos Estados Unidos, CanadaÌ, Argentina e Brasil (entre outros paiÌses). O problema era como transformar os judeus, que estavam se urbanizando e vinham de pequenas cidades, em agricultores? Essas pequenas cidades, os “shtetlach, daiÌ vem o nome do livro shtetele, de shtetl (kleine staat , pequena cidade em iiÌdishe, idioma falado por esses judeus). Mas de uma certa maneira, essas aldeias, formadas basicamente por artesãos e comerciantes judeus do ImpeÌrio Russo, foram transportadas e reproduzidas no Rio Grande do Sul, nas coloÌ‚nias de Quatro Irmãos e Philippson, perto de Erechim e Santa Maria O livro Shtetele - os judeus do sul, conta um pouco dessa saga ao mesmo tempo que narra a realidade econoÌ‚mica e climaÌtica do Rio Grande do Sul Estado que tem sofrido enormemente com o aquecimento global. Misturando histoÌria judaica, histoÌria da imigração judaica e a realidade econoÌ‚mica, geograÌfica e histoÌrica desses estado, terra que que tem sofrido demais com as cataÌstrofes climaÌticas enquanto seu povo formado por imigrantes de todas as origens: negros, iÌndios, italianos, alemães, açorianos, espanhoÌis, poloneses, judeus e aÌrabes, vão criando um estado vibrante: um caldeirão cultural que se une para sobreviver aos perigos da atualidade. Nessa mistura de vodka com chimarrão; resisteÌ‚ncia com muito trabalho, se forjou O judeu gauÌcho. O livro fala das cidades gauÌchas, como Porto Alegre, Santa Maria, Erechim, Passo Fundo, Pelotas e Rio Grande, entre outras. Nos mostra principalmente a aÌrea das novas coloÌ‚nias: Quatro irmãos e Philippson. Quatro irmãos, localizada perto de Erechim, cidade que ganhou o tiÌtulo da cidade siÌmbolo da imigração judaica no Brasil, e onde foi criado um polo de turismo judaico gauÌcho, no iniÌcio, com a chegada dos judeus, se desenvolveu mais do que Erechim e moradores de toda a região vinham se tratar em seu moderno hospital, com a criação do primeiro hospital, considerado na eÌpoca, o mais avançado da região. As coloÌ‚nias reproduziam em tudo as aldeias judaicas da Europa Central, com cinemas, teatros, orquestra, escola, sinagoga, açougue kasher e tudo mais que existia nos shteteles do ImpeÌrio Russo, como vemos nos quadros de Marc Chagall, de onde foi tirada a imagem e a organização espiritual das novas colônias. O livro dedica especial atenção a Porto Alegre e ao Bom Fim, o tradicional bairro judaico da cidade, localizado em frente ao Parque da Redenção, a grande aÌrea verde da cidade, o pulmão que invoca a resisteÌ‚ncia dos gauÌchos, que tal os judeus, encontram na solidariedade a principal força para resistir ao calor e as mudanças desse mundo. EÌ um livro de fotos com prefaÌcio do rabino e escritor Nilton Bonder e apresentações de Sergio Lerrer, criador do Polo TuriÌstico Judaico do Rio Grande do Sul e Nilton Wainer, presidente do Instituto Cultural Judaico Marc Chagall, de Porto Alegre. Foram dois anos de trabalho fotograÌfico e entrevistas. Seis viagens diferentes, entrevistando personagens e historiadores, para fazer esse livro, o quarto de uma seÌrie sobre imigração judaica para o Brasil e fizemos ao mesmo tempo parte de um filme, que seraÌ montado em uma seÌrie para TV sobre imigração judaica para o Brasil, que desenvolvo com o cineasta Sergio Bloch.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Shtetele: Os judeus do sul”, de Felipe Goifman, publicado pela editora Não há, em 2020 e com 100 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Não há
Páginas: 100
Ano: 2020
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6501126770
ISBN13: 9786501126777
Sobre a editora
Os livros da editora Não há apresentam um espectro amplo, que vai do romance juvenil com toque de aventura e drama até narrativas densas que exploram dilemas existenciais e éticos. O catálogo inclui obras que transitam entre o fantástico e o real, com histórias que desafiam a percepção da realidade e abordam temas como identidade, amor e mistério. Há também textos que exploram contextos culturais específicos, como a condição da mulher em sociedades islâmicas e a diversidade étnica da China, além de trabalhos que se aprofundam em questões filosóficas por meio da ficção científica. O tom varia bastante, do intimista e emocional ao provocativo e extremo, o que indica uma preferência por narrativas que instigam reflexão e emoção.
