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Suplemento Pernambucano: dezembro/2018

Título: Suplemento Pernambucano: dezembro/2018

Autor: não informado

Sinopse: Meus avós foram escravos / Olorum Ekê / Olorum Ekê / Eu ainda escravo sou / Olorum Ekê / Olorum Ekê / Os meus filhos não serão / Olorum Ekê / Olorum Ekê Este poema de Solano Trindade, autor que é capa do mês, talvez sirva como rápida amostra de toda a importância de sua poesia. Sua literatura agencia memória e o repertório cultural de matriz afro-brasileira de forma engajada numa luta que se estabelece desde os princípios do país. Solano se referia como “escravo”em um país no qual o genocídio negro grassa a vida de jovens e destrói afetiva e materialmente o entorno dessas pessoas. Nada diferente do presente. A luta pela cidadania ecoa em seus poemas, num jogo que esclarece o leitor sobre as opressões e dá esperança de mudança. Os textos de Eduardo de Assis Duarte e Allan da Rosa introduzem leitoras e leitores a um autor que é ainda pouco lido fora dos círculos de discussão e criação das inteligências afro-brasileiras, e cuja atualidade deve ser reforçada em virtude do que pode ocorrer em 2019. Dialoga a capa tanto com a entrevista concedida por Suely Rolnik quanto, de outras formas, com o artigo de Amara Moira sobre personagens trans. Na primeira, fala-se em descolonizar o inconsciente para que a máquina político-econômica não consiga mais pautar subjetividades adoecidas. Na segunda, a memória, via literatura, de personagens que desestabilizam o hegemônico por se apresentarem de acordo com um gênero que difere do comumente associado a seu sexo biológico. A reflexão continua, noutra forma, no artigo sobre a centralidade narrativa dos memes políticos em 2018. E, na resenha de Viver entre línguas, de Sylvia Molloy, a memória volta: a autora explora potências de linguagem ao pensar o lugar de quem domina mais de um idioma, e parece tensionar o quanto pode a imagem diante das cenas das lembranças. Outros textos diversificam o tom da edição: os bastidores da tradução da poesia de T. S. Eliot; poemas do argentino Sergio Raimondi traduzidos por Douglas Pompeu; uma celebração ao importante crítico literário Alfredo Bosi; além, é claro, de resenhas de livros e das colunas de José Castello e Everardo Norões.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Suplemento Pernambucano: dezembro/2018”, de não informado, publicado pela editora Cepe, em 2018 e com 32 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Cepe

Páginas: 32

Ano: 2018

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Não informado oferece uma experiência bastante variada, transitando entre o informativo e o narrativo, o factual e o imaginativo. Em alguns títulos, o ritmo é dinâmico, com histórias em quadrinhos e aventuras que exploram mundos fantásticos e personagens com poderes sobrenaturais, enquanto outros apresentam um tom mais didático e reflexivo, como análises históricas, biografias e temas científicos. Essa diversidade cria uma tensão entre o entretenimento leve e o aprofundamento em temas específicos, convidando o leitor a alternar entre o lúdico e o intelectual. A prosa pode ser direta e acessível, especialmente em obras que buscam explicar ou instruir, ou mais detalhada e envolvente, quando o foco é a construção de atmosferas e personagens. Em meio a essa variedade, os livros de Não informado frequentemente deixam no leitor a pergunta sobre o que está por trás das narrativas — seja um mistério a ser desvendado, uma reflexão a ser feita ou uma emoção a ser sentida.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Cepe costumam oferecer uma imersão profunda na história e cultura de Pernambuco e do Nordeste, com abordagens que combinam rigor acadêmico e diálogo acessível com o leitor. A leitura frequentemente envolve narrativas que exploram acontecimentos históricos, movimentos culturais e personalidades regionais, trazendo à tona aspectos pouco conhecidos ou silenciados pela produção editorial tradicional. Além disso, há uma presença marcante de obras que transitam entre a literatura experimental e a poesia, com linguagens que desafiam formatos convencionais e exploram a memória e a subjetividade. O catálogo revela, assim, um equilíbrio entre textos mais informativos e ensaísticos e outros que privilegiam a construção literária e a reflexão estética.

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