
Título: Tempos Vagabundos
Autor: João Batista Martins
Sinopse: Diante de poetas como João Batista Martins é preciso perguntar o que é mesmo a gratuidade, o desleixo, a despretensão, a vagabundagem, tudo isso que se costuma ajuntar sob a tarja depreciativa de "lugar comum". Impossível não ver que por trás dessa textura, aparentemente fácil, um olho ri, uma coisa pensa, e então não há ingenuidade da parte de quem escreve, mas uma astúcia movimentada sempre com a intenção de fazer o leitor se afastar das palavras e descer ao sentido. Este se localiza abaixo daquelas, no térreo, mais, no porão, mais, na lama, num lugar de coisas esquecidas, sub-lugar, subconsciente?, talvez, se por isso se pode entender o ponto não-domesticado das idéias num corpo. Ao privilegiar o sentido em detrimento das palavras e, principalmente, ao pressionar o sentido em direção a esse sub-lugar, João Batista Martins, na linha de poetas como Leminski e Sebastião Uchoa Leite, aponta sua vocação "decadente", cumprimenta Corbière, Laforgue, e mostra e mostra o quanto esse sub-lugar -- o decaído em relação ao lugar oficial -- define a identidade não-autoritária, não-única, da poesia.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Tempos Vagabundos”, de João Batista Martins, publicado pela editora Orobó Edições, em 1998 e com 88 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Orobó Edições
Páginas: 88
Ano: 1998
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13:
