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Teoria das Janelas Quebradas

Título: Teoria das Janelas Quebradas

Autor: Drauzio Varella

Sinopse: Drauzio Varella conquistou um espaço na literatura brasileira ao dar voz aos presidiários em Estação Carandiru. Mas sua atenção para a condição humana vai muito além do universo fechado de uma penitenciária. A teoria das janelas quebradas traz uma amostra dos interesses do médico oncologista que há muito tempo superou as paredes de seu consultório para penetrar no mundo amplo da cidadania. Para começar, muitas crônicas têm o delicioso tom de conversa de botequim. Nelas, Drauzio demonstra mais uma vez seu domínio da narrativa curta, criando em traços rápidos uma situação e concluindo de forma imprevisível. São histórias de traições amorosas reveladas por homens simples, que o autor conta sem fazer julgamentos de valor, mas com a graça, a simpatia e a compaixão que costumam caracterizar seus escritos. Como quando um marido diz à mulher, furiosa: "Meu amor, não leve a mal, foi um momento de luxúria". Outras são episódios cômicos da vida de carcereiros e prisioneiros cuja narrativa recupera o linguajar típico deles. Como quando Luizão explica a hostilidade de um funcionário do presídio: "Meu jeito humano de ser feria a sensibilidade dele". Mas, se o doutor não critica seus personagens, por mais adúlteros ou bandidos que sejam, ele certamente fica indignado com os males causados, por exemplo, pela corrupção em geral e pela indústria do cigarro. Para as mazelas sociais, Drauzio não tem meias palavras. Em vários textos, assume uma postura fortemente crítica, ou busca desmitificar ideias falsas, como a de que o pensamento cura ou provoca doenças, ou que precisamos normalmente de suplementos de vitaminas, ou ainda que a dor purifica. Em outros, procura transmitir informações científicas novas, e o faz na linguagem simples que todo médico deveria utilizar ao falar com seus pacientes. E, de repente, surpreende o leitor ao voltar seu olhar comovido para a inesperada presença de tantos sabiás e outros pássaros numa metrópole como São Paulo. Para o dr. Drauzio Varella, a coisa mais importante é a vida, em todas as suas formas.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Teoria das Janelas Quebradas”, de Drauzio Varella, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2010 e com 228 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 228

Ano: 2010

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8535916946

ISBN13: 9788535916942

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,294
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,40

Sobre o autor

A leitura dos livros de Drauzio Varella é um mergulho direto em situações que oscilam entre o cotidiano e o extremo, com uma prosa clara e acessível que não se perde em jargões médicos. O ritmo varia entre relatos densos e momentos de conversa informal, quase como um bate-papo que traz humanidade a personagens reais e complexos. A tensão surge tanto na urgência das emergências médicas quanto na delicadeza da proximidade da morte, sempre com um olhar atento às nuances da condição humana. O foco intelectual se equilibra com o emocional, convidando o leitor a refletir sobre saúde, sofrimento e cidadania sem julgamentos simplistas. A experiência é concreta, com descrições práticas e histórias que revelam o lado invisível de temas sociais e médicos. Assim, os livros de Drauzio Varella oferecem uma leitura que informa e sensibiliza, abrindo espaço para perguntas sobre o cuidado, a fragilidade e a dignidade.

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Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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