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Teses sobre Feuerbach (Baderna): edição bilíngue

Título: Teses sobre Feuerbach (Baderna): edição bilíngue

Autor: Karl Marx

Sinopse: As onze teses sobre Feuerbach “É o menor documento de nossa tradição filosófica ocidental”, diz o filósofo francês George Labica, “é igualmente o mais célebre, o mais citado e o mais sobrecarregado de comentários contraditórios”. E talvez a principal razão de tanto barulho seja a 11ª tese. 1 A falha fundamental de todo materialismo precedente, incluindo o de Feuerbach, está em que só capta a coisa, a realidade, o sensível, sobre a forma do objeto ou da contemplação, não como atividade humana sensorial, como prática, não de um modo abstrato, em contraposição ao materialismo, pelo idealismo, o qual, naturalmente, não conhece a atividade real, sensorial, como tal. Feuerbach procura objetos sensíveis, realmente distintos dos objetos conceituais, mas não concebe a atividade humana, ela própria, como uma atividade objetiva. Por isso, na essência do Cristianismo, só se considera como autenticamente humano o comportamento teórico. A prática, pelo contrário, é entendida e fixada apenas na forma de manifestação suja, judia. Daí que Feuerbach não compreende a importância da atividade “revolucionária”, da atividade “crítico-prática”. 2 O problema de saber se ao pensamento humano se pode atribuir uma verdade objetiva não é um problema prático. É na prática onde o homem deve demonstrar a verdade, isto é, a realidade, o poder, a materialidade do seu pensamento. A discussão em volta da realidade ou irrealidade do seu pensamento – isolado da prática – é um problema meramente escolástico. 3 A doutrina materialista da mudança constante das circunstâncias e da educação esquece que os homens fazem mudar, eles próprios, as circunstâncias e que o educador necessita por sua vez de ser educado. Há pois que distinguir na sociedade duas partes, uma das quais se encontra colocada por cima dela. A coincidência da mudança das circunstâncias coma mudança da atividade humana ou com a mudança dos próprios homens, só pode conceber-se e entender-se racionalmente como prática revolucionária. 4 Feuerbach parte do fato da auto-alienação religiosa do homem, do desdobramento do mundo em um mundo religioso e um mundo terreno. O seu trabalho consiste em reduzir o mundo religioso ao seu fundamento terreno. Mas o fato de que o fundamento terreno se separe de si próprio para se plasmar como um reino independente que flutua nas nuvens é algo que só pode explicar-se pelo próprio afastamento e contradição deste fundamento terreno consigo mesmo. Portanto é necessário tanto compreendê-lo na sua própria contradição como revolucioná-lo praticamente. Assim, pois, por exemplo, depois de descobrir a família terrena como o segredo da família sagrada, há que destruir teórica e praticamente a primeira. 5 Feuerbach não se dá por satisfeito com o pensamento abstrato e recorre à sensível contemplação. Não concebe, porém, a sensibilidade como atividade sensorial-humana prática. 6 Feuerbach resolve a essência religiosa na crença humana. Mas a essência religiosa não é alguma coisa que seja abstrata e imanente a cada indivíduo. É na sua realidade, o conjunto das relações sociais. Feuerbach, que não entra na crítica desta essência real, vê-se obrigado portanto: → A prescindir do processo histórico, plasmando o sentimento religioso por si e pressupondo um indivíduo humano abstrato, isolado. → A essência só pode conceber-se, portanto, de um modo genérico, como uma generalidade interna, muda, que une de um modo natural, muitos indivíduos. 7 Feuerbach não vê, por isso, que o próprio “sentimento religioso” é um produto social e que o indivíduo abstrato que ele analisa pertence, na realidade, a uma determinada forma de sociedade. 8 Toda a vida social é essencialmente prática. Todos os mistérios que induzem a teoria do misticismo encontram a sua solução racional na prática humana e na compreensão desta prática. 9 O máximo a que pode chegar o materialismo contemplativo, isto é, o que não concebe sensibilidade como uma atividade prática, é contemplar os diversos indivíduos soltos e isolados dentro da “sociedade civil”. 10 O ponto de vista do materialismo antigo é a sociedade civil; do materialismo moderno, a sociedade humana ou a humanidade social. 11 Os filósofos limitaram-se até agora a interpretar o mundo de diferentes maneiras. O que importa é mudá-lo.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Teses sobre Feuerbach (Baderna): edição bilíngue”, de Karl Marx, publicado pela editora Conrad, em 2004 e com 16 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Conrad

Páginas: 16

Ano: 2004

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Karl Marx oferece uma experiência densa e reflexiva, marcada por um ritmo que alterna entre análises detalhadas e momentos de crítica incisiva. A prosa, embora técnica em muitos trechos, mantém um tom urgente e combativo, convidando o leitor a compreender as dinâmicas sociais e econômicas sob uma perspectiva crítica e histórica. A tensão se constrói na oposição entre estruturas sociais estabelecidas e a possibilidade de transformação revolucionária, enquanto o foco intelectual se concentra na luta de classes, exploração e os mecanismos do capitalismo. O material de apresentação indica que suas obras são tanto textos teóricos complexos quanto documentos de ação política, que desafiam o leitor a pensar a sociedade de forma integrada e dialética. Navegar pelos livros de Karl Marx é entrar em um diálogo que mistura filosofia, economia e política, com uma prosa que pode ser tanto rigorosa quanto provocativa.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Conrad costumam apresentar narrativas que transitam entre o fantástico, o histórico e o cultural, muitas vezes com um tom gráfico ou visual marcante. O catálogo traz desde histórias que exploram tragédias reais, como massacres políticos, até aventuras urbanas e mistérios ambientados em cidades imaginárias ou subterrâneas. Há uma presença significativa de quadrinhos, mangás e graphic novels, que mesclam ação, fantasia e dramas pessoais, além de obras que dialogam com a cultura pop, música e videogames. A leitura tende a variar entre o mais narrativo e o mais informativo, com textos que ora exploram a dimensão emocional dos personagens, ora apresentam reflexões filosóficas e sociais. A Conrad parece privilegiar histórias que envolvem conflitos intensos, sejam eles internos, sociais ou sobrenaturais, com um ritmo que pode ser tanto ágil quanto contemplativo, dependendo da obra.

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