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Testemunhas da China

Título: Testemunhas da China

Autor: Xinran

Sinopse: Para elucidar a formação da China contemporânea, Xinran foi em busca de homens e mulheres comuns com mais de setenta, oitenta anos (um deles tinha 97 e havia participado da Grande Marcha de Mao Tse-tung), das mais diversas regiões e de diferentes estratos sociais, e que sobreviveram à miséria e à fome, à invasão japonesa e à revolução, aos desastres do Grande Salto Adiante e às perseguições e humilhações da Revolução Cultural para chegar à modernização e ao espantoso crescimento econômico do início deste século. Não foi fácil obter depoimentos francos e espontâneos, pois os chineses têm uma longuíssima tradição de não falar aberta e honestamente sobre o que pensam e sentem, temerosos (com razão, como mostram algumas entrevistas) de que isso possa prejudicar não somente a eles, mas a todos os seus parentes e descendentes. Mas apesar dessa dificuldade, a autora conseguiu reunir duas dezenas de histórias reveladoras da vida cotidiana, dos sentimentos e ideais, das dores e alegrias, da fibra e coragem, da resistência física e fortaleza de espírito da geração dos chineses que viveram sob o domínio de Mao. Entre as testemunhas, estão desde artífices que fazem as lanternas tradicionais, uma curandeira que vende ervas, um ex-saqueador da Rota da Seda e um pregoeiro de notícias de casa de chá (lembrança de um tempo em que todos era analfabetos), até geofísicos que construíram a indústria petroleira chinesa, uma mulher general (nascida nos Estados Unidos), um casal que passou privações indescritíveis na transformação econômica do deserto de Gobi, um policial desencantado com a profissão e, evidentemente, taxistas, que também na China constituem fonte preciosa de informações. Num país em que a história recente está envolta em tanta bruma, esses relatos orais respondem um pouco ao apelo que a autora faz no final do livro: "Por favor, pensemos e trabalhemos por menos escuridão e ódio. Somente a luz e o brilho da compreensão podem destruir as trevas".

Contexto da obra

Na História, livros como este costumam ser lidos como forma de ampliar contexto, memória e compreensão de processos. “Testemunhas da China”, de Xinran, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2009 e com 496 páginas, integra a categoria Livros de História. Esse contexto ajuda a tornar mais clara a proposta histórica da obra e o tipo de leitura que ela convida a fazer.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 496

Ano: 2009

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8535914692

ISBN13: 9788535914696

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,749
  • Altura (cm): 23,00
  • Largura (cm): 16,00
  • Espessura (cm): 2,70

Sobre o autor

A leitura dos livros de Xinran é um mergulho intenso em histórias pessoais que revelam as complexidades da vida na China contemporânea e tradicional. A prosa costuma ser simples e direta, mas carregada de emoção e tensão, revelando segredos guardados por mulheres e pessoas comuns diante de sistemas rígidos e transformações sociais profundas. O ritmo varia entre relatos comoventes e momentos mais contemplativos, onde a memória e o silêncio ganham peso. A experiência é marcada por uma mistura de delicadeza e denúncia, que expõe o impacto de políticas, tradições e dificuldades econômicas na vida cotidiana. Os personagens são retratados com humanidade e nuance, frequentemente em situações de perda, resistência e busca por identidade. Essa combinação torna os livros de Xinran uma leitura que provoca reflexão sobre o papel da memória, do silêncio e da voz individual em contextos coletivos.

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Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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