
Título: Textos e fontes do Arquivo Público do Pará
Autor: Agenor Sarraf Pacheco
Sinopse: Memórias nos porões, "restos ou avulsos" de nossa história Bem que esse poderia ser o título e subtítulo deste livro-catálogo. Nesses 112 anos de criação, o Arquivo Público do Estado do Pará recebeu, em diferentes momentos de sua história, diversos pacotes não identificados de documentos oriundos das mais variadas secretarias de Estado. A carência de recursos humanos e suporte técnico para dar conta do tratamento deste significativo patrimônio documental posto sob a guarda da APEP e a preocupação em preservar - higienizando, restaurando e catalogando - a documentação mais antiga, fez com que mais de 3000 pacotes, até então, não identificados, ficassem guardados nos porões da instituição. Simbolicamente, parte das memórias com as quais poderíamos compreender aspectos de determinados processos históricos vividos na Amazônia, nos raios de temporalidades que açambarcam os períodos de 1867 a 1988, foram postas nos "subterrâneos do esquecimento". Assim, muitas histórias não puderam ser escritas e democratizadas, igualmente tramas do cotidiano da vida administrativa e social da região não foram desveladas. A Associações dos Amigos do Arquivo Público do Pará, preocupada com a salvaguarda de todo e qualquer conjunto documental permanente existente no APEP, seja ele escrito, visual ou digital, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, por meio da Diretoria de Patrimônio, conseguiram financiamento junto ao Programa Petrobras Cultural para o Projeto "Preservação do Patrimônio Público: Tratamento Técnico da Documentação Avulsa do Arquivo Público do Estado do Pará" e hoje disponibilizam à sociedade brasileira e amazônica 1663 pacotes desse acervo tecnicamente tratado, higienizado e catalogado. Á medida que Leonardo Torii e Nazaré Ricardo, coordenadores do setor de documentação permanente, em companhia de funcionários do APEP e de curiosos e dedicados bolsistas, desempacotavam cada volume deste inédito material, um universo de possibilidades era descortinado. A maioria desses trabalhadores por serem da área de História ou ser apaixonado pela escrita da História, possivelmente desejaram mergulhar na leitura analítica de atas, atestados, autos, boletins, cartas, circulares, contratos, decretos, leis, ofícios, pareceres, portarias, processos, entre outros documentos de naturezas distintas, que foram visibilizando, e redigir saberes acadêmicos em torno das experiências humanas deitadas no papel. Se as histórias que essa rica documentação permite escrever ainda não foram aqui contadas, contudo, a publicação deste segundo volume da Coleção Textos e Fontes do Arquivo Público do Pará, centrada na divulgação da identidade deste patrimônio material, representa um passo fundamental para que tais narrativas históricas possam ser compostas a partir de agora. Agenor Sarraf Pacheco
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Textos e fontes do Arquivo Público do Pará”, de Agenor Sarraf Pacheco, publicado pela editora Secult, em 2013 e com 320 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Secult
Páginas: 320
Ano: 2013
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8573130857
ISBN13: 9788573130850
Sobre a editora
Os livros da editora Secult costumam trazer um olhar atento à memória, à história e à cultura regional, especialmente do Pará e da Amazônia. A leitura desses títulos evoca imagens vívidas de épocas passadas, como o cotidiano comercial do início do século XX ou a efervescência cultural do modernismo paraense. O tom das obras varia entre o documental e o poético, alternando entre narrativas densas e textos mais breves e reflexivos, que desafiam o leitor a pensar sobre identidade e expressão. O catálogo revela um compromisso com a preservação e o resgate de registros históricos, artísticos e culturais, muitas vezes apresentados em formatos ricos em imagens, documentos e ilustrações. Essa diversidade editorial sugere que a Secult valoriza tanto o rigor da pesquisa quanto a força da linguagem sensível.
