
Título: To selfie or not to selfie
Autor: Julia Antuerpem
Sinopse: Dizem que escrever sobre música é como dançar sobre arquitetura. (Ninguém sabe ao certo quem é o autor do aforismo, se Martin Mull, Elvis Costello, Frank Zappa ou Steve Martin. Para todos os efeitos, asseguro que foi a Clarice Lispector. Ou o Caio Fernando Abreu, não lembro ao certo. Mas divago.) Toda vez que escrevemos sobre arte, parece que tal dilema se impõe. Nossas reflexões, ponderações e argumentos mostram suas limitações no momento mesmo em que são comparados ao que é belo. Não seria mais fácil apenas apontar e, com generosidade, soltar um ‘Vai lá ver, que a coisa é boa’? E não mencionei a dança sem motivos. Julia Antuerpem, além de escritora (e roteirista) de primeira, também é bailarina de primeira. Tais artes são primas menos distantes do que parecem ao observador distraído e suas tensões particulares estão mais do que presentes nos contos aqui reunidos. Há leveza e tensão, movimento e equilíbrio, timidez e atrevimento, ritmo e silêncio, dor e alívio. Fica evidente que a ficção se mistura à personalidade da autora, num grand jeté de palavras, sentimentos e um bocado de criatividade. Aqueles que se aventurarem por To Selfie or Not to Selfie encontrarão alguns textos mais contidos e singelos, e também outros repletos de experimentação, metalinguísticos e até críticos dos nossos tempos. É uma coreografia e tanto, que não suscitará arrependimentos. Mas de que vale eu dizer tudo isso? Vem cá ver, que a coisa é boa.
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “To selfie or not to selfie”, de Julia Antuerpem, publicado pela editora Simonsen, em 2018 e com 88 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Simonsen
Páginas: 88
Ano: 2018
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8569041292
ISBN13: 9788569041290
Sobre a editora
Os livros da editora SIMONSEN trazem narrativas que transitam entre o histórico e o contemporâneo, explorando conflitos pessoais e sociais com um tom que ora é tenso, ora irônico. As histórias frequentemente apresentam personagens diante de dilemas marcantes, como traumas de guerra, desafios familiares ou crises existenciais, ambientados em cenários que vão do Brasil do século XX a ambientes urbanos e naturais. O catálogo sugere uma predileção por textos que combinam uma linguagem acessível com temas profundos, abordando desde a ficção com suspense e humor até reflexões sobre literatura, teatro e questões sociais. Em alguns casos, o ritmo é mais ágil e cheio de reviravoltas, enquanto em outros predomina um tom mais reflexivo e analítico, revelando a diversidade editorial da SIMONSEN.
